# 91. Anquiloses Múltiplas de dentes decíduos: a propósito de um caso clínico

Cátia Vanessa Azevedo Moreira, Maria Inês Brito, Marisa Marques, Mariana Seabra, Filipa Bexiga, Andreia Figueiredo

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Abstract

Introdução: A anquilose dentoalveolar consiste na fusão anatómica anormal do cemento radicular com o tecido ósseo, sem interposição do ligamento periodontal. A prevalência, em dentição decídua, varia entre os 1,3% e os 38,5%. O tratamento consiste normalmente na extração das peças afetadas, mesmo sem a presença do dente sucessor, dado que na zona atingida o crescimento ósseo é inibido, o que poderá provocar perdas ósseas significativas. Com muita frequência estas extrações são difíceis., sendo indicada a realização de osteotomia e odontosecção. Caso clínico: Paciente do sexo masculino, com 13 anos, saudável, apresentou–se na consulta de Odontopediatria da Clínica Dentária Universitária da Universidade Católica Portuguesa devido à permanência de dentes decíduos na cavidade oral. O exame clínico revelou a permanência dos primeiros e segundos molares decíduos anquilosados com classificação grave, à exceção do dente 64. Revelou também uma oclusão completamente desajustada, havendo apenas contactos nos segundos molares permanentes em posição de intercuspidação máxima. O exame radiográfico confirmou a inexistência de ligamento periodontal dos dentes anquilosados e permitiu fazer o diagnóstico de agenesia dos segundos pré–molares permanentes. Atendendo à idade do paciente e à cronologia de erupção dentária, o plano de tratamento consistiu na exodontia dos dentes anquilosados e reencaminhamento do paciente para a consulta de Ortodontia. Pelo facto do menino ter 13 anos, não é necessário equacionar a colocação de mantenedores de espaço. Discussão e conclusões: O tratamento escolhido passou pela realização da exodontia dos dentes anquilosados devido ao facto dos primeiros pré–molares permanentes ainda não terem erupcionados e se encontrarem inclinados. Também se verificou perda do comprimento do arco dentário e, neste caso em particular, mordida aberta completa do 17 ao 27, sendo mais grave nos setores laterais. Após a consulta de controlo realizada um ano após as extrações, confirmou‐se que o tratamento escolhido foi o mais acertado, na medida que permitiu a erupção dos dentes 14, 34 e 44 e a desimpactação do 13.
Original languagePortuguese
Pages (from-to)e41-e41
Number of pages1
JournalRevista Portuguesa de Estomatologia, Medicina Dentária e Cirurgia Maxilofacial
Volume55
Issue numberS1
DOIs
Publication statusPublished - 1 Oct 2014
EventXXXIV Congresso Anual da SPEMD - Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal
Duration: 10 Oct 201411 Oct 2014

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