TY - JOUR
T1 - As dotações de enfermagem e segurança dos cuidados de saúde
T2 - o impacto na mortalidade hospitalar
AU - Guerra, N.
AU - Jesus, E.
AU - Vieira, M.
N1 - https://www.index-f.com/tesela/ts24/ts12263r.php
PY - 2018
Y1 - 2018
N2 - Objetivo: Identificar a associação entre a exposição ao défice de horas de cuidados de enfermagem e a mortalidade hospitalar. Metodologia: A investigação no paradigma quantitativo, descritivo, de uma amostra com 70.241 casos recolhidos nas bases de dados do Sistema de Classificação de Doentes em Enfermagem e Grupos de Diagnósticos Homogéneos de Portugal, entre 1 de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2013. No tratamento dos dados foi efetuada análise uni e bivariada dos dados com recurso a medidas de risco, com um intervalo de confiança de 95% e a modelos de regressão logística. Resultados: Em média cada unidade classificou 26 doentes por dia no SCD/E, com uma média de 5,6 HCN/DI. Verificou-se a existência de um défice diário superior a 2 horas de cuidados por doente e por dia, sendo este défice de 2,5 horas nas unidades de medicina e atingindo uma média diária superior a 50 horas negativas em 56% das unidades. No sexo feminino, a idade acima da média, o internamento em medicina, a admissão urgente, o índice de Charson superior a 2 e o hospitalar nível III, apresentam maior risco de aumento da mortalidade. Verificamos que os doentes expostos a um maior défice de horas de cuidados apresentam um risco de mortalidade, três vezes mais elevado (OR=3,12; IC95% 2,17 - 4,48). Conclusão: O risco de mortalidade aumenta (até) 20% quando existe maior défice de horas de cuidados de enfermagem.
AB - Objetivo: Identificar a associação entre a exposição ao défice de horas de cuidados de enfermagem e a mortalidade hospitalar. Metodologia: A investigação no paradigma quantitativo, descritivo, de uma amostra com 70.241 casos recolhidos nas bases de dados do Sistema de Classificação de Doentes em Enfermagem e Grupos de Diagnósticos Homogéneos de Portugal, entre 1 de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2013. No tratamento dos dados foi efetuada análise uni e bivariada dos dados com recurso a medidas de risco, com um intervalo de confiança de 95% e a modelos de regressão logística. Resultados: Em média cada unidade classificou 26 doentes por dia no SCD/E, com uma média de 5,6 HCN/DI. Verificou-se a existência de um défice diário superior a 2 horas de cuidados por doente e por dia, sendo este défice de 2,5 horas nas unidades de medicina e atingindo uma média diária superior a 50 horas negativas em 56% das unidades. No sexo feminino, a idade acima da média, o internamento em medicina, a admissão urgente, o índice de Charson superior a 2 e o hospitalar nível III, apresentam maior risco de aumento da mortalidade. Verificamos que os doentes expostos a um maior défice de horas de cuidados apresentam um risco de mortalidade, três vezes mais elevado (OR=3,12; IC95% 2,17 - 4,48). Conclusão: O risco de mortalidade aumenta (até) 20% quando existe maior défice de horas de cuidados de enfermagem.
KW - Safe staffing
KW - Nursing care hours per patient day
KW - Safety of care
KW - Mortality
KW - Risk-adjusted mortality
KW - Dotações de enfermagem
KW - Horas de cuidados de enfermagem por doente e por dia de internamento
KW - Segurança dos cuidados
KW - Mortalidade
KW - Mortalidade ajustada pelo risco
M3 - Article
SN - 1887-2255
JO - Tesela - Revista da Associacion Nacional de Diretivos de Enfermeria
JF - Tesela - Revista da Associacion Nacional de Diretivos de Enfermeria
IS - 24
ER -