Abstract
A reivindicação da correlação Arte-Vida é uma premissa instigadora da contemporaneidade artística. As infindáveis formas de o fazer traduzem a pulverização material e conceptual dos meios e práticas de interpretar esse desiderato. A arte é uma instância fenomenológica do ser, como refere Husserl na sua carta a Hugo von Hofmannsthal quando afirma que “o artista que observa o mundo, [...] comporta-se em relação ao mundo como se comporta o fenomenólogo” – ideia que Beuys logo completará, ao afirmar que “todo o homem é um artista”, quando é gesto-em-ação, ou seja, projeto de gestação. Gestação de quê? Gestação da “sociedade como uma obra de arte” (Marcuse, 1968:186). Em Abellio, essa esfera “é um modelo invariante, universal, que funciona tão bem sobre o plano da intuição, da perceção mais elementar, como sobre o plano das intuições mais fortes (a perceção dos factos tal como a perceção das essências), mas que funciona também em relação ao estudo das situações em qualquer domínio: a estruturação das ciências, a estruturação das funções sociais, ou das relações das civilizações umas com as outras” (Abellio, 1987:213).
| Original language | Portuguese |
|---|---|
| Publication status | Published - 2024 |
Fingerprint
Dive into the research topics of 'Da arte como gestação da sphera pública: espanto e gnose. Espiritualidade secular. Fenomenologia do ato criativo'. Together they form a unique fingerprint.Cite this
- APA
- Author
- BIBTEX
- Harvard
- Standard
- RIS
- Vancouver