TY - CHAP
T1 - Do diário de bordo à ciberliteratura de viagens
AU - Lopes, Marília dos Santos
PY - 2018/11
Y1 - 2018/11
N2 - Num mundo em que a mobilidade é um dos principais elementos caracterizadores da sociedade, não admira que a viagem se torne cada vez mais não só uma forma de se deslocar de um local para outro, mas um modo de ser e estar, como o destacam sociólogos como Zygmund Baumann. Associado ao ato de viajar, está indubitavelmente o ato de escrever e de comunicar que acaba por forjar uma cultura da viagem. Não se trata, por certo, de um fenómeno recente. O património cultural português tem, incontestavelmente, inúmeros exemplos que demonstram como a viagem se tornou um facto indissociável da construção e consolidação do percurso identitário português, mas os meios de divulgar e promover a comunicação são hoje próprios de uma revolução digital. Uma viagem, como o testemunham os viajantes, só se dá por concluída quando concluído estiver o diário de bordo, o relato, a memória, o blog das observações e impressões que tal vivência e experiência significaram. Tendo em conta este património legado pelas escritas de viagens, importa aflorar de que modo esta experiência individual e pessoal, tão cara ao mundo contemporâneo, invadiu, se instalou, e com que criações, no espaço digital, tecendo, na medida do possível um rasto narrativo que, com base em alguns exemplos, visa destacar atributos comuns da escrita de viagem, quer dos primeiros diários de bordo, quer das rodovias e trajetos digitais.
AB - Num mundo em que a mobilidade é um dos principais elementos caracterizadores da sociedade, não admira que a viagem se torne cada vez mais não só uma forma de se deslocar de um local para outro, mas um modo de ser e estar, como o destacam sociólogos como Zygmund Baumann. Associado ao ato de viajar, está indubitavelmente o ato de escrever e de comunicar que acaba por forjar uma cultura da viagem. Não se trata, por certo, de um fenómeno recente. O património cultural português tem, incontestavelmente, inúmeros exemplos que demonstram como a viagem se tornou um facto indissociável da construção e consolidação do percurso identitário português, mas os meios de divulgar e promover a comunicação são hoje próprios de uma revolução digital. Uma viagem, como o testemunham os viajantes, só se dá por concluída quando concluído estiver o diário de bordo, o relato, a memória, o blog das observações e impressões que tal vivência e experiência significaram. Tendo em conta este património legado pelas escritas de viagens, importa aflorar de que modo esta experiência individual e pessoal, tão cara ao mundo contemporâneo, invadiu, se instalou, e com que criações, no espaço digital, tecendo, na medida do possível um rasto narrativo que, com base em alguns exemplos, visa destacar atributos comuns da escrita de viagem, quer dos primeiros diários de bordo, quer das rodovias e trajetos digitais.
U2 - 10.34632/9789725406311_6
DO - 10.34632/9789725406311_6
M3 - Capítulo
T3 - Povos e Culturas
SP - 43
EP - 60
BT - Património cultural e transformação cultural
A2 - Ilharco, Fernando
A2 - Hanenberg, Peter
A2 - Lopes, Marília dos Santos
PB - Universidade Católica Editora
CY - Lisboa
ER -