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Individuação, mise-en-scène e ligne de temps

Research output: Chapter in Book/Report/Conference proceedingConference contribution

Abstract

A decadência mediática do dispositivo cinematográfico permitiu pôr a descoberto uma sobrevivência imaterial, um fantasma que atravessa a ontologia, a teoria dos media e a filosofia da técnica e que se erige hoje como uma sombra de uma paisagem multimediática. Nesse sentido, há uma “formacinema” que se ergue enquanto modelo de um conhecimento como relação, fluxo e transdução. A natureza da composição do heterogéneo, outrora encerrada nos modelos ideológicos de montagem dos filmes, hoje conhece uma outra lógica de manipulação que vai desde a articulação de imagens e sons em rede a um contexto de anthropo (mise en) scène definidor dos processos de individuação do humano, isto é, dos processos privados e colectivos de miseen-scène. Desta feita há uma linguagem cinematográfica importada para a nova tarefa “iluminista” de uma saudável montagem da noética, de identificação dos processos significadores na montagem incluídos nas tarefas de seleção e articulação das percepções, memórias e atividade do multitasking quotidiano. Como pode o cinema auxiliar a essa mise-en-scène das nossas vidas de forma a tê-la como uma obra de arte de valor estético, introduzindo sempre a diferença, a qualidade, no domínio da repetição e do quantitativo? É neste contexto colaborativo e contributivo que abordaremos algumas das potencialidades do software de anotação Ligne de Temps, desenvolvido pelo IRI (Institut de Recherche et d'Innovation) do Centre Georges Pompidou em Paris.
Original languagePortuguese
Title of host publicationAtas do V Encontro Anual da AIM
EditorsSofia Sampaio, Filipe Reis, Gonçalo Mota
PublisherAssociation of Moving Image Researchers (AIM)
Pages79-88
Number of pages11
ISBN (Print)9789899821545
Publication statusPublished - May 2016
Externally publishedYes

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