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Síndrome apneia obstrutiva do sono e cirurgia ortognática – a propósito de um caso clínico

  • Maria Inês Mendonça Ribeiro Tavares
  • , Inês Fonseca
  • , Susana Silva
  • , Rita Carvalho
  • , João Pedro Marcelino
  • , Miguel Gonçalves

Research output: Contribution to journal › Meeting abstract

Abstract

Introdução: A síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) corresponde a um colapso e consequente obstrução da via aérea superior durante o sono, o que leva a períodos de apneia/hipopneia e a uma diminuição da saturação de oxiemoglobina. A perda do padrão normal do sono manifesta­‑se desde a roncopatia à hipoventilaçao nocturna profunda. Os Médicos Dentistas têm um papel importante no rastreio da SAOS e devem fazer o correcto encaminhamento para o centro do sono, devendo estar atentos às seguintes características: retrognatia (classe II); palato profundo; arcos dentários estreitos; edentações da língua; macroglossia; aumento do tamanho das adenóides e amígdalas; alterações do tamanho da orofaringe; bruxismo; retracção gengival e perdas dentárias. As opções de tratamento são a administração, por via nasal, de uma pressão positiva de ar (CPAP), o uso de dispositivos para avanço mandibular e/ou o tratamento cirúrgico que compreende as seguintes técnicas: uvulopalatofaringoplastia e/ou avanço maxilo­‑mandibular. Descrição do caso clínico: Género masculino, 49 anos, raça caucasiana, braquifacial, classe III esquelética, diagnóstico de SAOS, utiliza CPAP durante a noite. Recorreu a consulta de ortodontia em contexto de clínica privada, tendo sido aconselhada tratamento ortodôntico fixo durante 12 meses (préoperatório) para correção do arco dentário e posterior intervenção cirúrgica de avanço maxilo­‑mandibular. O tratamento ortodôntico teve duração de 20 meses, sendo terminado em Janeiro de 2018. Foi realizada cirurgia ortognática em Outubro de 2017, com avanço de 4 mm mandibulares e 2mm maxilares, tendo o tratamento foi dado como terminado em Março de 2018. Discussão e conclusões: A cirurgia de avanço maxilomandibular (AMM) compreende uma osteotomia de Le Fort tipo 1 maxilar e osteotomia sagital dos ramos mandibulares, que permitem o avanço maxilar e consequente aumento do espaço orofaríngeo e também correção do arco dentário. Este avanço promove a expansão das vias aéreas, em vários planos, podendo ser constatado nas telerradiografias de perfil, na tomografia computadorizada e na ressonância magnética. Com esta intervenção dá­‑se um aumento da profundidade faríngea, aumento da saturação de O2 mínima no pós­‑operatório, menor sonolência, aumento da atividade social e vigília e, melhorias na estética facial. A cirurgia AMM é a opção cirúrgica mais bem­‑sucedida para o tratamento da SAOS de moderada a grave, com uma taxa de sucesso entre 75% e 100%.
Original languagePortuguese
Article number013
Pages (from-to)6-6
Number of pages1
JournalRevista Portuguesa de Estomatologia, Medicina Dentaria e Cirurgia Maxilofacial
Volume59
Issue numberS1
DOIs
Publication statusPublished - 30 Nov 2018
EventXXXVIII Congresso Anual da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária - Centro de Congressos Lagoas Park, Oeiras, Portugal
Duration: 12 Oct 2018 → 13 Oct 2018
Conference number: 38

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