TY - CHAP
T1 - Soará a silêncio o som de uma revolução dentro de um bunker? O poder da (i)materialidade na arte contemporânea
AU - Santos, Luísa
PY - 2018/11
Y1 - 2018/11
N2 - A escolha da matéria, na arte, é determinante para a construção e veiculação da sua mensagem, como na famosa conceção de Marshall McLuhan de que “o meio é a mensagem” (1964). Na era contemporânea, recebemos e veiculamos incontáveis mensagens a um ritmo alucinante através do meio digital, por ecrãs com ligação à internet. E é neste contexto que emergiram os processos de produção artística nos quais um aparelho com ecrã e com ligação à internet é um meio para uma panóplia de metodologias visuais como a exposição, a apropriação e a recontextualização de informação. Tendo emergido na década de noventa, quando a internet se apresentou como uma ferramenta desenvolvida de disseminação do trabalho dos artistas que, neste espaço, estaria ‒ à partida ‒ livre de constrangimentos políticos, sociais ou culturais, este tipo de produção artística tem-se desenvolvido como prática artística imaterial, subversiva, que transcende e desafia fronteiras geográficas e culturais ao mesmo tempo que reflete e critica a passividade da matéria. A imaterialidade na arte não é contudo, determinada apenas pela evolução da tecnologia mas também pelo interesse ultra-conceptual que coloca quase exclusivamente o enfoque no processo de pensamento em prole das características físicas do objeto artístico para uma fruição estética (Lippard e Chandler, 1968). Nesta comunicação, propõe-se uma análise crítica de algumas das mudanças que a imaterialidade na arte veio trazer às noções de espaço, tempo e sociedade a partir do trabalho Soará a silêncio o som de uma revolução dentro de um bunker? (2018), de Maria Trabulo (Porto, 1989). Trata-se de perceber como é que a imaterialidade na arte é, por um lado, um reflexo das evoluções da sociedade contemporânea e, por outro lado, revela o potencial que tem de intervir nos sistemas que determinam a mesma sociedade. Na última parte da comunicação, propõe- -se uma breve análise do poder da imaterialidade enquanto património cultural.
AB - A escolha da matéria, na arte, é determinante para a construção e veiculação da sua mensagem, como na famosa conceção de Marshall McLuhan de que “o meio é a mensagem” (1964). Na era contemporânea, recebemos e veiculamos incontáveis mensagens a um ritmo alucinante através do meio digital, por ecrãs com ligação à internet. E é neste contexto que emergiram os processos de produção artística nos quais um aparelho com ecrã e com ligação à internet é um meio para uma panóplia de metodologias visuais como a exposição, a apropriação e a recontextualização de informação. Tendo emergido na década de noventa, quando a internet se apresentou como uma ferramenta desenvolvida de disseminação do trabalho dos artistas que, neste espaço, estaria ‒ à partida ‒ livre de constrangimentos políticos, sociais ou culturais, este tipo de produção artística tem-se desenvolvido como prática artística imaterial, subversiva, que transcende e desafia fronteiras geográficas e culturais ao mesmo tempo que reflete e critica a passividade da matéria. A imaterialidade na arte não é contudo, determinada apenas pela evolução da tecnologia mas também pelo interesse ultra-conceptual que coloca quase exclusivamente o enfoque no processo de pensamento em prole das características físicas do objeto artístico para uma fruição estética (Lippard e Chandler, 1968). Nesta comunicação, propõe-se uma análise crítica de algumas das mudanças que a imaterialidade na arte veio trazer às noções de espaço, tempo e sociedade a partir do trabalho Soará a silêncio o som de uma revolução dentro de um bunker? (2018), de Maria Trabulo (Porto, 1989). Trata-se de perceber como é que a imaterialidade na arte é, por um lado, um reflexo das evoluções da sociedade contemporânea e, por outro lado, revela o potencial que tem de intervir nos sistemas que determinam a mesma sociedade. Na última parte da comunicação, propõe- -se uma breve análise do poder da imaterialidade enquanto património cultural.
KW - Produção artística
KW - Arte contemporânea
KW - Mudança social
KW - Artivismo
KW - Imaterialidade
U2 - 10.34632/9789725406311_13
DO - 10.34632/9789725406311_13
M3 - Capítulo
T3 - Povos e Culturas
SP - 174
EP - 187
BT - Património cultural e transformação digital
A2 - Ilharco, Fernando
A2 - Hanenberg, Peter
A2 - Lopes, Marília dos Santos
PB - Universidade Católica Editora
CY - Lisboa
ER -