Em meados dos anos 1990, estimulado pelas privatizações do governo
Fernando Henrique Cardoso, Portugal promoveu a ida de empresas e
investimentos para o Brasil, movimento denominado pelos media brasileiros de
“O retorno das caravelas” (Feldman-Bianco, 2001). Neste contexto, e também
com o objetivo de internacionalizar sua economia, o país desenvolveu uma
política de valorização de semelhanças culturais com as ex-colónias, algo
consubstanciado pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP,
oficializada em 1996 em torno do discurso da lusofonia. Tal movimento perdera
vitalidade no início do séc. XXI, no entanto, em meados de 2010 (auge da crise
económica) observamos em reportagens dos jornais Público e Expresso o que
denominamos de a volta de “O retorno das caravelas”. Todavia, se a primeira
fase do movimento caracterizou-se pela ida de grandes empresas como a EDP
e a PT para o Brasil, esta segunda fase, em consonância à retomada do
movimento de emigração para o país, composto por sujeitos de
elevado background educacional (Madeira et al., 2016), disse respeito
sobretudo, à migração de pequenos empresários e investimentos de médio
porte. A partir de uma análise crítica a algumas reportagens acerca deste
movimento, observamos como o discurso jornalístico também se respaldou em
semelhanças culturais entre Brasil e Portugal para representar essa volta do
retorno. Também analisamos a presença nos textos de certo tom colonialista em
relação ao país, ao mesmo tempo em que se nota um esforço em contrapor esta
nova vaga de imigrantes aos estereótipos correntes no Brasil sobre os
portugueses.
Fernando Henrique Cardoso, Portugal promoveu a ida de empresas e
investimentos para o Brasil, movimento denominado pelos media brasileiros de
“O retorno das caravelas” (Feldman-Bianco, 2001). Neste contexto, e também
com o objetivo de internacionalizar sua economia, o país desenvolveu uma
política de valorização de semelhanças culturais com as ex-colónias, algo
consubstanciado pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP,
oficializada em 1996 em torno do discurso da lusofonia. Tal movimento perdera
vitalidade no início do séc. XXI, no entanto, em meados de 2010 (auge da crise
económica) observamos em reportagens dos jornais Público e Expresso o que
denominamos de a volta de “O retorno das caravelas”. Todavia, se a primeira
fase do movimento caracterizou-se pela ida de grandes empresas como a EDP
e a PT para o Brasil, esta segunda fase, em consonância à retomada do
movimento de emigração para o país, composto por sujeitos de
elevado background educacional (Madeira et al., 2016), disse respeito
sobretudo, à migração de pequenos empresários e investimentos de médio
porte. A partir de uma análise crítica a algumas reportagens acerca deste
movimento, observamos como o discurso jornalístico também se respaldou em
semelhanças culturais entre Brasil e Portugal para representar essa volta do
retorno. Também analisamos a presença nos textos de certo tom colonialista em
relação ao país, ao mesmo tempo em que se nota um esforço em contrapor esta
nova vaga de imigrantes aos estereótipos correntes no Brasil sobre os
portugueses.
| Período | 6 set. 2018 |
|---|---|
| Título do evento | 40th Annual ACIS (Association for Contemporary Iberian Studies) Conference |
| Tipo de evento | Conferência |
| Organizador | University of Barcelona |
| Localização | BarcelonaMostrar no mapa |