Adaptação da criança à doença crónica gastrointestinal, com necessidades especiais de alimentação

Atividade: Orientações

O presente trabalho surge no âmbito da unidade curricular Relatório inserida no Curso de Mestrado em Enfermagem com especialização em Enfermagem em Saúde Infantil e Pediátrica. Resulta de um processo de reflexão ao longo de três módulos de estágio realizados na comunidade e em serviços de internamento. A temática desenvolvida foi a Adaptação da criança/família à doença crónica gastrointestinal com necessidades especiais de alimentação, com o objetivo de identificar as intervenções de enfermagem promotoras dessa adaptação de modo a facilitar o crescimento, desenvolvimento e integração na sociedade. As crianças são seres vulneráveis aos estímulos exteriores a que estão sujeitas, e o aparecimento de uma doença crónica é um momento gerador de stress. Algumas podem ainda apresentar necessidades especiais de alimentação, sendo esta fundamental ao abordar a população pediátrica, pois é essencial ao seu crescimento. Desenvolveu-se assim uma filosofia dos cuidados centrados na família, em que os pais são tidos como parceiros nos cuidados de enfermagem sendo o EESIP o profissional com mais competências para os incluir nos cuidados, estando alicerçado aos pressupostos do Modelo de Adaptação da Irmã Callista Roy. Como documentos realizados ao longo dos módulos de estágio, destaco a elaboração de sessões de formação para profissionais de saúde dando a conhecer a problemática da criança com gastrostomia e a importância de uma equipa multidisciplinar promovendo o desenvolvimento pessoal e profissional; a distribuição de questionários pelos pais, comprovando a necessidade da existência de uma consulta de enfermagem para crianças/famílias que realizarão exames gastrenterológicos; elaboração de documentos para a continuidade de cuidados e para a articulação entre o hospital pediátrico e o hospital de adultos de referência; construção de um KIT “O meu filho tem uma gastrostomia: que preciso de saber?”. Tive a oportunidade de adquirir e aperfeiçoar determinadas competências salientando a capacidade de utilizar as diversas técnicas de comunicação no relacionamento com a criança/família, adequando ao estádio de desenvolvimento; intervir na comunidade; fazer uma gestão diferenciada da dor; referenciar a criança/família com doença crónica para as instituições de suporte; envolver os pais na prestação de cuidados, promovendo a autonomia no cuidado ao RN.
Período13 nov 2013
Realizado emUniversidade Católica Portuguesa
Grau de reconhecimentoMestrado

Keywords

  • Doença crónica gastrointestinal
  • Necessidades especiais
  • Alimentação
  • Criança e família
  • EESIP