Introdução: as próteses dentárias visam à reabilitação parcial ou total devolvendo a estética e a função ao paciente. Para confeção das próteses parciais removíveis é muitas vezes necessário efetuar nichos nas superfícies dos dentes pilares para uma correta adaptação dos apoios e consequentemente um correto suporte da prótese em boca. O conhecimento acerca das causas do insucesso desse aparelho protético, bem como de sua sobrevida são de extrema importância a fim de realizar um planeamento correto e execução do trabalho protético, garantindo o melhor tratamento disponível ao seu paciente e minimizando as falhas biológicas. Portanto, o presente estudo teve como objetivo avaliar a prevalência de cáries dentárias nos nichos dos dentes pilares das próteses parciais removíveis. Materiais e Métodos: as observações propostas no presente estudo foram feitas em vinte e nove pacientes voluntários, que colocaram próteses parciais removíveis esqueléticas na Clinica Dentária Universitária da UCP- Viseu entre os anos de 2011 e 2017, através de consultas de controlo. Para tal foram elaboradas fichas clínicas específicas onde se registaram dados referentes à cavidade oral e à prótese. Resultados: os resultados obtidos através da análise estatística foram submetidos ao tratamento das análises de Mann-Whitney e correlação de Pearson. Verificou-se que 48% dos pacientes apresentavam reabilitação bi-maxilar e em 144 nichos avaliados, 19 apresentaram cárie dentária. Observou-se uma correlação positiva e significativa entre o parâmetro cárie do índice CPO dos dentes não pilares e o número de nichos cariados. Em relação aos dentes homólogos dos pilares e o número de nichos cariados observa-se que há uma diferença significativa entre quem tem e quem não tem cárie nos dentes homólogos. Entretanto não houve associação significativa entre as variáveis: nichos cariados, número de nichos, índice de qualidade protético, invasão da dentina e antagonistas dos pilares. Conclusões: dentro das limitações do presente estudo, particularmente relacionadas com o tamanho da amostra, conclui-se que não há prevalência de lesões de cárie em nichos protéticos, porém quanto maior o número de nichos de uma reabilitação, maior a probabilidade de se verificarem lesões de cáries. São necessários mais estudos, com amostragens maiores, para obter maior evidência científica sobre este tema.
| Período | 12 set. 2018 |
|---|---|
| Realizado em | Universidade Católica Portuguesa |
| Grau de reconhecimento | Mestrado |
Keywords
- Prótese parcial removível
- Apoio oclusal
- Nicho
- Cárie dentária