Resumo
Este artigo assinala as vertentes utópica e ideológica da visão educativa da Educação Nova. Distingue uma perspetiva do totalmente novo fechado sobre si próprio, que se absolutiza e visa instaurar um mundo totalmente outro, e uma perspetiva do novo relativo, que reconhece as partes da novidade que estão “aí” à espera de uma formulação sistemática que as acolha e lhes dê o sentido de um todo. Um todo sempre não completo e, por isso, inconfundível com o campo da experiência e aberto a outras partes da novidade de que o todo possa carecer, mesmo que o ignore. Discorre também analítica e criticamente sobre a natureza do “novo” que a “novidade” da Educação Nova seria suposto veicular, e indaga se ele não é mais uma ilusão provocada pela crença e pelo desejo dos fundadores da Educação Nova do que, na verdade, um facto substantivo e radicalmente inovador como eles o pretendiam fazer crer. Por fim, considera as trocas mútuas da ideologia e da utopia enquanto figuras da imaginação e, reconhecendo a incorporação de partes do Novo na Escola Tradicional, identifica o impoder da Educação Nova e reafirma o Novo como ilusão necessária a um movimento de renovação pedagógica.
| Título traduzido da contribuição | New education and novism in education: the new as needed illusion |
|---|---|
| Idioma original | Portuguese |
| Páginas (de-até) | 23-36 |
| Número de páginas | 14 |
| Revista | Revista Portuguesa de Educação |
| Volume | 31 |
| Número de emissão | 2 |
| DOIs | |
| Estado da publicação | Publicado - 2018 |
Keywords
- Esperança
- Educação nova
- Escola tradicional
- Rutura
Impressão digital
Mergulhe nos tópicos de investigação de “A educação nova e o novismo em educação: o novo como ilusão necessária“. Em conjunto formam uma impressão digital única.Citação
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