Resumo
A Santa Vinha de David necessitava, na sua exploração teológica, de mais maneio do seu solo, para que os frutos da reflexão, colhidos de cepas seleccionadas, fossem degustados numa leitura multiplicada em aromas espirituais. O presente trabalho de Joaquim O. Bragança não tem por objectivo dar a conhecer uma vinha de região demarcada, algures nas encostas solarengas de Israel, mas aprofundar o sentido duma locução teológico-litúrgica, cuja formulação se encontra no capítulo IX (n. 2) da Didaché: «Nós te damos graças pela santa vinha de David… que nos revelaste por Jesus ». Depois de observações preliminares, relativas ao significado filológico de certos termos e sobre a natureza das preces eucarísticas dos capítulos IX e X da Didaché, o assunto é tratado de forma mais pormenorizada na literatura patrística dos séculos II e III: nos escritos de Hermas, Justino o Mártir, Ireneu de Lyon, Hipólito de Roma e, ainda que em breve apresentação, no célebre apócrifo da Dormição de Maria (ms. Vaticano Grego 1982). A hermenêutica dos textos permite ao autor captar o significado de várias determinações e relações da Santa Vinha de David, e concluir que muitas das mensagens de natureza teológica e espiritual conservam ainda hoje plena actualidade.
| Idioma original | Portuguese |
|---|---|
| Páginas (de-até) | 15-39 |
| Número de páginas | 25 |
| Revista | Didaskalia |
| Volume | 40 |
| Número de emissão | 2 |
| DOIs | |
| Estado da publicação | Publicado - 1 jun. 2010 |
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