Acesso a tratamento endovascular para acidente vascular cerebral isquémico em Portugal

Mariana Carvalho Dias, Ricardo Soares Dos Reis, João Vasco Santos, Ana Paiva Nunes, Patrícia Ferreira, Bruno Maia, Isabel Fragata, João Reis, Joana Ramos Lopes, Luís Cruz, Gustavo Santo, Egídio MacHado, Denis Gabriel, Rui Felgueiras, Hugo Mota Dória, Ângelo Carneiro, Manuel Correia, Luís Miguel Veloso, Pedro Barros, Tiago GregórioAndreia Carvalho, Manuel Ribeiro, Pedro Teotónio, Lia Neto, Teresa Pinho E. Melo1, Patrícia Canhão, João Pedro Filipe, Goreti Moreira, Elsa Azevedo, Maria Luís Silva, Elisa Campos Costa, Guilherme Oliveira, Liliana Pereira, Lígia Neves, Miguel Rodrigues, João Pedro Marto, Sofia Calado, Fátima Grenho, Gabriel Branco, Tiago Baptista, Jaime Rocha, Carla Ferreira, João Pinho, José Manuel Amorim, José Manuel Araújo, Rui Manuel Neiva, João Viana, Mariana Lobo, Alberto Freitas, Vítor Tedim Cruz, João Sargento-Freitas*, José Castro Lopes

*Autor correspondente para este trabalho

Resultado de pesquisarevisão de pares

3 Citações (Scopus)

Resumo

Introdução: A aprovação do tratamento endovascular para o acidente vascular cerebral isquémico obrigou à reorganização dos cuidados de saúde em Portugal. Os nove centros que realizam tratamento endovascular não estão distribuídos equitativamente pelo território, o que poderá causar acesso diferencial a tratamento. O principal objetivo deste estudo é realizar uma análise descritiva da frequência e métricas temporais do tratamento endovascular em Portugal continental e seus distritos. Material e Métodos: Estudo de coorte nacional multicêntrico, incluindo todos os doentes com acidente vascular cerebral isquémico submetidos a tratamento endovascular em Portugal continental durante um período de dois anos (julho 2015 a junho 2017). Foram colhidos dados demográficos, relacionados com o acidente vascular cerebral e variáveis do procedimento. Taxas de tratamento endovascular brutas e ajustadas (ajuste indireto a idade e sexo) foram calculadas por 100 000 habitantes/ano para Portugal continental e cada distrito. Métricas de procedimento como tempo entre instalação, primeira porta e punção foram também analisadas. Resultados: Foram registados 1625 tratamentos endovasculares, indicando uma taxa bruta nacional de tratamento endovascular de 8,27/100 000 habitantes/ano. As taxas de tratamento endovascular entre distritos variaram entre 1,58 e 16,53/100 000/ano, com taxas mais elevadas nos distritos próximos a hospitais com tratamento endovascular. O tempo entre sintomas e punção femural entre distritos variou entre 212 e 432 minutos. Conclusão: Portugal continental apresenta uma taxa nacional de tratamento endovascular elevada, apresentando, contudo, assimetrias regionais no acesso. As métricas temporais foram comparáveis com as observadas nos ensaios clínicos piloto.
Título traduzido da contribuiçãoNationwide access to endovascular treatment for acute ischemic stroke in Portugal
Idioma originalPortuguese
RevistaActa Medica Portuguesa
Volume34
Número de emissão13
DOIs
Estado da publicaçãoPublicado - 2021
Publicado externamenteSim

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