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Alimentação para a saúde: a relevância da intervenção dos médicos

  • Paula Ravasco*
  • , Catarina Ferreira
  • , Maria Ermelinda Camilo
  • *Autor correspondente para este trabalho

Resultado de pesquisarevisão de pares

3 Citações (Scopus)

Resumo

Cada indivíduo é único, com a sua componente genética integrada num determinado ambiente.Como tal, as suas necessidades energéticas totais devem ser calculadas individualmente e contemplar os inúmeros factores que as influenciam (metabolismo basal, termo génese específica dos alimentos, actividade física, patologias, entre outros factores). Os alimentos fornecem macronutrientes (hidratos de carbono, proteínas e lípidos) e micronutrientes(vitaminas, minerais e oligoelementos), que devem ser ingeridos diariamente nas quantidades recomendadas e necessárias durante o ciclo de vida, i.e. gravidez, infância, adolescência, idade adulta, envelhecimento. Para orientar a população em geral, indivíduos saudáveis ou doentes,a cumprir as suas necessidades nutricionais, os profissionais de saúde podem recorrer à Rodados Alimentos Portuguesa; é uma excelente ferramenta na educação para a saúde. Através desta é possível compreender e praticar uma alimentação: 1) completa (ingerir alimentos de todos os grupos); 2) equilibrada (respeitar as proporções de cada grupo de alimentos, adequando as porções/quantidades recomendadas a cada indivíduo); e 3) variada (escolher alimentos diferentes dentro do mesmo grupo). A evidência demonstra que o marketing e a publicidade alimentares influenciam as escolhas dos consumidores desde logo desde a infância. Já existe alguma legislação nesta área, especialmente no que toca às alegações nutricionais e de saúde. No entanto, é necessária a fiscalização permanente do mercado alimentar para que os regulamentos europeus sejam cumpridos. É fulcral ensinar e incentivar a população a ler atentamente os rótulos dos produtos e alimentos antes de os adquirir. Os profissionais de saúde devem também ser sensibilizados, tanto a nível académico como profissional, acerca dos princípios básicos da Alimentação para a Saúde. É ainda fundamental valorizar o papel único e essencial do Profissional de Nutrição e integrá-lo, em número suficiente, nas equipas multidisciplinares do Serviço Nacional de Saúde, quer seja no hospital ou nos Centros de Saúde. São estas as intervenções e atitudes que fazem a diferença e que são efectivamente eficazes na prevenção e/ou tratamento de inúmeras doenças crónicas não transmissíveis, permitindo melhorar a qualidade dos serviços prestados à população em geral (vertente saúde pública) e aos doentes (vertenteclínica), bem como melhorar a qualidade dos cuidados prestados, a saúde e simultaneamente optimizando os custos com a Saúde.
Título traduzido da contribuiçãoFood for health: primary-care prevention and public health relevance of the medical role
Idioma originalPortuguese
Páginas (de-até)783-790
Número de páginas8
RevistaActa Medica Portuguesa
Volume24
Número de emissãoSUPPL.4
Estado da publicaçãoPublicado - dez. 2011
Publicado externamenteSim

ODS da ONU

Este resultado contribui para o(s) seguinte(s) Objetivo(s) de Desenvolvimento Sustentável

  1. ODS 2 - Zero fome
    ODS 2 Zero fome

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