Andam faunos pelos bosques: erudição clássica num “faceto discorrer” sobre o “génio da espécie”

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Resumo

Andam faunos pelos bosques destaca-se na produção literária de Aquilino Ribeiro pela sugestão do fantástico, registada logo no título, e pela quantidade e variedade de manifestações do mundo greco-latino, pagão e cristão. O recurso aos faunos/Fauno enquadra-se na representação simbólica da força disruptiva do “génio da espécie”, que Aquilino introduz na sua Beira Alta natal de modo a problematizar o “debate entre sensualidade e espiritualidade”. O alegado Fauno, seguido por grupos de discípulas em busca de uma nova ordem moral e religiosa, e perseguido por detractores moralistas e despeitados, também ocasiona um aceso debate eclesiástico sobre a sua existência e pertença a Deus ou ao Diabo. Esta discussão propicia o recurso insistente a um substrato cultural que mistura a teologia com a erudição greco-latina profana, sublinhando equívocos e intolerâncias milenares. A convergência da herança cultural pagã e cristã acaba assim por ser um tópico crucial na tentativa aquiliniana de conciliar Eros e Cristo, conferindo à obra em análise uma notável riqueza e coerência.
Título traduzido da contribuiçãoAndam faunos pelos bosques: classical erudition in a “facet to talk” about the “genius of the species
Idioma originalPortuguese
Título da publicação do anfitriãoMiscelânea de Estudos em Honra de Maria de Fátima Silva
EditoresFrederico Lourenço, Susana Marques
Local da publicaçãoCoimbra
EditoraImprensa da Universidade de Coimbra
Número de páginas22
Estado da publicaçãoAceite para publicação - 2021

Keywords

  • Aquilino Ribeiro
  • Eros e Cristo
  • Faunos
  • Beira Alta
  • Clero
  • Herança greco-latina

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