Resumo
Neste artigo, apresenta-se uma leitura da composição poética “Auto-retrato” de Ana Hatherly (A idade da escrita, 1998), que define “o [seu] retrato” como “lúcido espelho”. Analisando a estrutura tríptica de “Auto-retrato”, integrativa de um soneto da autora e de dois sonetos de poetisas barrocas dos séculos XVII e XVIII, e explorando a tradição associada às expressões “Este que vês” e “oculto”, três vezes repetidas no soneto de Hatherly, observa-se que a autora enceta um intenso diálogo com outras vozes para afirmar a sua arte poética. “Auto-retrato” experimenta o difícil jogo da recriação-recreação promovido por Hatherly na sua obra.
| Idioma original | Portuguese |
|---|---|
| Páginas (de-até) | 77-97 |
| Número de páginas | 21 |
| Revista | Texto Poético |
| Volume | 18 |
| Número de emissão | 35 |
| DOIs | |
| Estado da publicação | Publicado - 30 jan. 2022 |
Keywords
- Autorretrato
- Poesia
- Ana Hatherly
- Paráfrase
- Écfrase
Citação
- APA
- Author
- BIBTEX
- Harvard
- Standard
- RIS
- Vancouver