Atherosclerosis in the primary health care setting: a real-word data study

Título traduzido da contribuição: A aterosclerose nos cuidados de saúde primários: estudo da vida real

Raquel Ascenção*, Joana Alarcão, Francisco Araújo, João Costa, Francesca Fiorentino, Victor Gil, Miguel Gouveia, Francisco Lourenço, Alberto Mello e Silva, António Vaz Carneiro, Margarida Borges

*Autor correspondente para este trabalho

Resultado de pesquisarevisão de pares

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Resumo

Introdução e objetivos: caracterizar os doentes com aterosclerose, uma doença com elevado impacto socioeconómico, na Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. Métodos: Estudo observacional transversal, recorrendo ao Sistema de Informação desta Administração Regional de Saúde, com extração de dados clínico-demográficos e de consumo de recursos dos utilizadores adultos com aterosclerose em 2016. A aterosclerose foi definida pela presença de manifestações clínicas, fatores de risco aterotrombóticos e/ou consumo de medicamentos marcadores de aterosclerose. Foram comparados os resultados para a população com e sem manifestações clínicas (testes paramétricos).
Resultados: Identificámos 318 692 utilizadores, a maioria (n=224 845 doentes; 71%) sem registo de manifestações clínicas. A subpopulação com manifestações clínicas era mais idosa (72,0±11,5 versus 71,3±11,0 anos), com maior proporção de homens (58,0% versus 45,9%), registo de hipertensão arterial (78,3% versus 73,5%), dislipidemia (55,8% versus 53,5%) e menor proporção de registo de obesidade (18,2% versus 20,8%), em comparação com a população sem manifestações clínicas (p<0,001). Os valores médios de pressão arterial sistólica/diastólica, C-C-LDL e hemoglobina glicada foram inferiores na subpopulação com manifestações (142/74 versus 146/76 mmHg, 101 versus 108 mg/dL, 6,80 versus 6,84%, respetivamente; p<0,001). Cada utilizador com aterosclerose realizou 4,1±2,9 consultas médicas presenciais e 8,6±10,0 painéis de análises clínicas, com diferenças nas subpopulações com e sem manifestações clínicas (4,4 ± 3,2 versus 4,0 ± 2,8 e 8,3 ± 10,3 versus 8,7±9,8, respetivamente; p<0,001). Conclusões: Cerca de um em cada três utilizadores adultos de cuidados de saúde primários com aterosclerose têm manifestações clínicas. Os resultados sugerem que o controlo dos factores de risco cardiovascular é sub-óptimo em doentes com aterosclerose.
Título traduzido da contribuiçãoA aterosclerose nos cuidados de saúde primários: estudo da vida real
Idioma originalEnglish
Páginas (de-até)475-484
Número de páginas10
RevistaRevista Portuguesa de Cardiologia
Volume41
Número de emissão6
DOIs
Estado da publicaçãoPublished - jun 2022

Keywords

  • Aterosclerose
  • Cuidados de saúde primários
  • Portugal

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