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Bispos autóctones em contexto do colonialismo português: questão de soberania política e de autonomia eclesial (1962-1970)

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Resumo

As relações diplomáticas entre Portugal e a Santa Sé durante os anos 60, foram marcadas por vários acontecimentos. O prolongado exílio de D. António Ferreira Gomes, o Segundo Concílio do Vaticano e a vinda do Papa Paulo VI a Fátima são alguns exemplos com maiores repercussões. Ainda assim, parte substancial da documentação presente no Arquivo Histórico Diplomático sobre estas relações mostra que a questão ultramarina era um tópico que absorvia grande parte da atenção na relação entre os dois estados. É nesse contexto que, discretamente, mas com alguma insistência, se vai colocar a questão da nomeação de bispos negros para dioceses portuguesas nos territórios ultramarinos. Desde o período conciliar, a Santa Sé vai pressionar o governo português a aceitar a nomeação de bispos autóctones. O governo resistirá, considerando que tal significaria a criação de indesejadas lideranças locais, para mais em tempo de guerra. Esta nota de investigação pretende mostrar a argumentação de parte a parte durante quase uma década que acabou com a nomeação de um bispo-auxiliar negro para a diocese de Luanda.
Idioma originalPortuguese
Páginas (de-até)167-174
Número de páginas8
RevistaLusitania Sacra
Volume51
DOIs
Estado da publicaçãoPublicado - 2025

Keywords

  • Colonialismo
  • Estado novo
  • Igreja católica
  • Relações diplomáticas Portugal-santa sé
  • Ultramar

Citação