Resumo
As relações diplomáticas entre Portugal e a Santa Sé durante os anos 60, foram marcadas por vários acontecimentos. O prolongado exílio de D. António Ferreira Gomes, o Segundo Concílio do Vaticano e a vinda do Papa Paulo VI a Fátima são alguns exemplos com maiores repercussões. Ainda assim, parte substancial da documentação presente no Arquivo Histórico Diplomático sobre estas relações mostra que a questão ultramarina era um tópico que absorvia grande parte da atenção na relação entre os dois estados. É nesse contexto que, discretamente, mas com alguma insistência, se vai colocar a questão da nomeação de bispos negros para dioceses portuguesas nos territórios ultramarinos. Desde o período conciliar, a Santa Sé vai pressionar o governo português a aceitar a nomeação de bispos autóctones. O governo resistirá, considerando que tal significaria a criação de indesejadas lideranças locais, para mais em tempo de guerra. Esta nota de investigação pretende mostrar a argumentação de parte a parte durante quase uma década que acabou com a nomeação de um bispo-auxiliar negro para a diocese de Luanda.
| Idioma original | Portuguese |
|---|---|
| Páginas (de-até) | 167-174 |
| Número de páginas | 8 |
| Revista | Lusitania Sacra |
| Volume | 51 |
| DOIs | |
| Estado da publicação | Publicado - 2025 |
Keywords
- Colonialismo
- Estado novo
- Igreja católica
- Relações diplomáticas Portugal-santa sé
- Ultramar
Projetos
- 1 Ativos
-
CEHR – Centro de Estudos de História Religiosa: UID/06205/2025. Plurianual 2025-2029
Fontes, P. F. D. O. (PI) & Vieira, A. T. (Project Manager)
1/01/25 → 31/12/29
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