Resumo
Em Março deste ano, Portugal encerrava a primeira instituição de ensino superior do país no contexto da pandemia de COVID-19. Os média cobriam exaustivamente o assunto, enquanto a Universidade do Minho (UMinho) iniciava os protocolos de gestão de crise. Neste trabalho, analisamos a cobertura mediática desta universidade e a sua estratégia de comunicação, como pretexto para refletir sobre os processos de produção noticiosa em situações de crise de saúde pública. O estudo de caso foi a metodologia usada para olhar este fenómeno, com recurso ao método da análise documental (qualitativa e quantitativa) que permitiu tratar e interpretar os dados. Foram analisados os artigos noticiosos de seis meios —Público, Jornal de Notícias, Diário do Minho, Correio do Minho, ComUM e RUM— e as peças de comunicação tornadas públicas pela Universidade. A análise mostrou um alinhamento entre a cobertura noticiosa e as mensagens da UMinho. Trata-se de um procedimento referido nos manuais de “boas práticas” da comunicação de crise, mas que que levanta preocupações cívicas. A qualidade da informação no espaço público depende do alinhamento dos atores envolvidos no processo noticioso, ou do debate e do exercício do contraditório? Eis uma discussão que deveria aproximar os campos do Jornalismo e da Comunicação Estratégica.
| Idioma original | Portuguese |
|---|---|
| Páginas (de-até) | 54-77 |
| Número de páginas | 24 |
| Revista | Revista de la Asociación Española de Investigación de la Comunicación |
| Volume | 7 |
| Número de emissão | 14 |
| DOIs | |
| Estado da publicação | Publicado - 2020 |
| Publicado externamente | Sim |
Keywords
- Comunicação em saúde
- Comunicação de crise
- Comunicação estratégica
- Jornalismo de saúde
- COVID-19
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