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Consumo do cigarro eletrónico em contexto laboral: proibir, tolerar ou incentivar?

Resultado de pesquisarevisão de pares

Resumo

Introdução: A legislação progressivamente mais rigorosa em relação ao tabagismo fez com que os fumadores fumassem menos ou até passassem a ser não-fumadores. Em função disto, as tabaqueiras ficaram mais aliciadas a explorar outras formas de consumir nicotina. Entre todos os métodos disponíveis, o cigarro eletrónico é considerado o mais agradável. Para além disso, a maioria dos fumadores quer deixar de fumar ou, pelo menos, diminuir o consumo. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa em junho de 2016 nas bases de dados “CINALH plus with full text, Medline with full text, Cochrane Central Register of Controlled Trials, Cochrane Database of Systematic Reviews, Cochrane Methodology Register, Nursing and Allied Health Collection: comprehensive, MedicLatina e Academic Search Complete”. Utilizando as expressões-chave “electronic cigarette” e “e-cigarette” foram obtidos 248 e 287 artigos, respetivamente, com os critérios de publicação igual ou superior ao ano de 2009 e acesso a texto completo; em função da língua original (portuguesa, inglesa ou espanhola) e da pertinência para o objetivo desta revisão, foram selecionados 64 artigos. Conteúdo: Com uma frequência cada vez maior, os fumadores questionam os profissionais de saúde relativamente ao cigarro eletrónico; uns porque já o consomem, outros porque estão a pensar fazê-lo, inclusive em ambiente laboral. É necessário, por isso, estar a par das conclusões dos estudos já elaborados sobre o tema. Conclusões: Globalmente considera-se que a publicidade é enganosa, ou seja, o ato não é isento de riscos, nem está provado por estudos robustos que contribua, neste momento, para a cessação do consumo da nicotina. Contudo, simultaneamente, também parece claro que os agentes químicos envolvidos estão em muito menor número e concentração que no cigarro convencional, pelo que parece ser uma alternativa menos tóxica de consumir nicotina. No entanto, passar tal mensagem também pode contribuir para a diminuição da motivação para realizar a cessação tabágica ou pode até aliciar não-tabagistas ao início do consumo, comprometendo os ganhos obtidos na luta contra o tabaco das últimas décadas. Logo, o seu consumo em meio laboral deve ser desaconselhado e as restrições existentes para o cigarro convencional também devem ser aplicadas ao cigarro eletrónico.
Título traduzido da contribuiçãoE-cigarette consumption in work context: forbid, tolerate or encourage?
Idioma originalPortuguese
Número de páginas21
RevistaRevista Portuguesa de Saúde Ocupacional
Volume2
DOIs
Estado da publicaçãoPublicado - 29 set. 2016

Keywords

  • Cigarros eletrónicos
  • Saúde do trabalhador
  • Medicina do trabalho

Impressão digital

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