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Desgaste das próteses da articulação temporomandibular: uma revisão narrativa

  • Henrique Pinto-Borges
  • , Óscar Carvalho
  • , Bruno Henriques
  • , Filipe Silva
  • , António Ramos
  • , Júlio C. M. Souza*
  • *Autor correspondente para este trabalho

Resultado de pesquisarevisão de pares

Resumo

As próteses da articulação temporomandibular substitutem as estruturas envolvidas (côndilo/fossa) podendo ser pré-fabricadas em geometria padrão ou personalizáveis aos pacientes. Ao longo dos anos vários materiais e modelos geométricos foram testados na tentativa de melhorar o desempenho mecânico das próteses da articulação temporomandibular. Este trabalho tem como objetivo reportar dados da literatura sobre o desgaste das próteses da articulação temporomandibular e potenciais riscos biológicos para os pacientes. Os estudos reportam uma deterioração significativa das superfícies de contato deslizantes das próteses de ATM. A perda de material como resultado do desgaste gera o desajuste dos componentes, modificando a pressão de contato e da distribuição de forças oriundas da mastigação. Como consequência do desgaste ocorre libertação de partículas metálicas para os tecidos circundantes com um alto risco de toxicidade local dos tecidos e toxicidade sistémica através da corrente sanguínea. A presença das partículas de desgaste pode induzir reacções adversas que dependem da concentração e tamanho de partículas libertadas.
Idioma originalPortuguese
Páginas (de-até)61-68
Número de páginas8
RevistaRevSALUS
Volume3
Número de emissão1
DOIs
Estado da publicaçãoPublicado - 28 abr. 2021
Publicado externamenteSim

Keywords

  • Detritos
  • Prótese de articulação temporomandibular
  • Desgaste
  • Toxicidade

Citação