Resumo
Este artigo apresenta uma análise do conceito e do fenómeno da secularização, defendendo que o Cristianismo, na sua mensagem e experiência radicais, não é, em nenhum sentido, secularizável. Após uma pesquisa conceptual e a consequente primeira definição de secularização como dessacralização, foca-se a Verweltlichung de Hegel e as suas consequências nos hegelianos como no hegelianismo ulterior, bem como confrontando-as com a visão do Cristianismo Católico. Finalmente, avalia-se o conceito de secularização através de um ponto de vista etimológico, examinando o conceito assim redefinido (como remetendo para o tempo linear e para a ordem temporal) nos Evangelhos. O presente artigo concede uma discussão ponderada sobre a filosofia e sobre o Cristianismo, num momento histórico tão apartado de quaisquer caminhos espirituais.
| Idioma original | Portuguese |
|---|---|
| Páginas (de-até) | 181-206 |
| Número de páginas | 26 |
| Revista | Didaskalia |
| Volume | 46 |
| Número de emissão | 1 |
| DOIs | |
| Estado da publicação | Publicado - 1 jan. 2016 |
Keywords
- Secularização
- Hegelianismo
- Cristianismo
- Temporalidade
- Metafilosofia
Citação
- APA
- Author
- BIBTEX
- Harvard
- Standard
- RIS
- Vancouver