Resumo
A popularidade política da extrema-direita tem vindo a ganhar proporções globais alarmantes. A sua sedimentação em todo o mundo parece, ainda que de forma variável, colocar-se de forma ambígua em relação a reivindicações historicamente constituídas como feministas. Enquanto, por um lado, o desprezo pelas mulheres, gays/lésbicas e transgéneros, parece recalcitrante, assim como a descredibilização de certas lutas feministas, por outro lado, tal tendência aparece como liminar, existindo paradoxalmente um interesse renovado em ‘questões femininas’ e no impulso emancipatório das lutas feministas. Este artigo visa empreender algumas reflexões de partida sobre esta contradição, suportados na experiência de movimentos e formações partidárias (feministas e/ou de extrema-direita) que buscam disputar a constituição de subjetividades políticas conjuntamente feministas e reacionárias. Advoga-se ainda que este debate seja conduzido no seio da interseção entre feminismo e marxismo, estimulando-se uma formulação teórica que se opõe ao capitalismo, ora entendido como totalidade contraditória.
| Título traduzido da contribuição | A drifting feminism? On contemporary reactionary disputes of the feminist imaginary |
|---|---|
| Idioma original | Portuguese |
| Páginas (de-até) | 79-91 |
| Número de páginas | 13 |
| Revista | Revista Espaço Académico |
| Volume | 21 |
| Estado da publicação | Publicado - 1 jun. 2021 |
| Publicado externamente | Sim |
Keywords
- Feminismo
- feminacionalismo
- Reprodução social
- Extrema-direita
- Marxismo
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Mergulhe nos tópicos de investigação de “Feminismo à deriva? Sobre disputas reacionárias coetâneas do ideário feminista“. Em conjunto formam uma impressão digital única.Citação
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