Resumo
A festa é, por definição, um evento colectivo. Depois de uma breve crítica a algumas teorias, conclui-se pela importância de dois elementos nucleares: o formal (o objecto da festa) e o material (os ingredientes). Toda a festa é cerimónia e festividade. O tempo da festa, essencial na sua caracterização, é uma ruptura com o tempo anódino, visando dar mais sentido à existência de quem celebra. Apesar do fim de certas festas na Europa moderna, do avanço do utilitarismo racionalista e das revoluções, defende-se o carácter antropologicamente necessário da celebração festiva e o seu papel insuprível no processo de identificação dos indivíduos, dos grupos sociais, das nações. Contra a tentativa pós-moderna e pagã de fazer da festa um acontecimento de indiferenciação ou dissolução na Natureza, reivindica-se, no seio da própria exultação festiva, a «diferenciação da consciência».
| Idioma original | Portuguese |
|---|---|
| Páginas (de-até) | 17-33 |
| Número de páginas | 17 |
| Revista | Comunicação & Cultura |
| Número de emissão | 10 |
| DOIs | |
| Estado da publicação | Publicado - 1 jun. 2010 |
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