"As florestas não brotam, não se multiplicam, não suspiram": ciberliteratura e educação ambiental

Ana Gago, Diogo Marques

Resultado de pesquisarevisão de pares

Resumo

Partindo da exploração do potencial lúdico-pedagógico de processos combinatórios e permutacionais de escrileitura, no presente artigo propomo-nos discutir possíveis aplicações da ciberliteratura no âmbito do desenvolvimento de estratégias de educação ambiental, dentro e fora do campo de ação institucional. Através da análise do poema ciberliterário Árvore (2018), da autoria do investigador e poeta experimental Rui Torres, e da sua relação com práticas artivistas e hacktivistas, a ciberliteratura é colocada em diálogo com problemáticas como a sustentabilidade e a obsolescência tecnológica.Adicionalmente, será feita referência a outros exemplos de criações artístico-literárias (pós-)digitais, com impacto internacional, enquanto partes integrantes de um mesmo ecossistema, como About Trees (2015), da autoria de Katie Holten, DEFOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOREST (2017), da autoria de Joana Moll, e Amazon (2019), de Eugenio Tisselli. De forma a ilustrar a continuidade da Ciberliteratura no contexto alargado das práticas experimentais em Portugal, são ainda convocados alguns dos seus precursores, como Soneto Ecológico (2005), instalação de poesia ambiental, da autoria de Fernando Aguiar. Colocando em diálogo tradição e inovação, escrevem-se (e recombinam-se) vários caminhos de possibilidade a partir de/para a literatura digital, enquanto manifestação artístico-literária e enquanto ferramenta educativa, interventiva e mobilizadora.
Título traduzido da contribuição“Forests do not sprout, do not multiply, do not sigh”: digital literature and environmental education
Idioma originalPortuguese
Páginas (de-até)73-88
Número de páginas18
RevistaEntreler
Número de emissão1
Estado da publicaçãoPublished - out 2021

Keywords

  • Ciberliteratura
  • Artivismo
  • Hacktivismo
  • Educação ambiental
  • Literacia digital

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