Identidade e autodeterminação informacional no novo regulamento geral de proteção de dados: a inevitável privatização dos deveres estaduais de proteção

Guilherme da Fonseca Teixeira

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Resumo

A problemática da proteção de dados pessoais afigura-se como uma realidade incontornável da sociedade de risco hodierna, na qual o «tempo tecnológico» não se compadece com o «tempo jurídico», impondo- se à função administrativa a observância de um conjunto de regras e deveres de regulação jurídica das atividades de recolha, armazenamento, tratamento e utilização de dados pessoais que se revelam fundamentais para a tutela efetiva das posições jurídicas subjetivas dos particulares. Ao longo do presente artigo, procurar-se-á analisar da jusfundamentalidade autónoma do direito à proteção de dados no contexto do direito nacional e do direito comparado, visando delimitar o seu recorte dogmático próprio. Caberá, de igual modo, versar, de forma crítica, sobre as soluções adotadas pelo legislador europeu, na atual revisão do quadro normativo da UE, que assumem um papel determinante na conformação do quadro da legislação nacional sobre proteção de dados.
Idioma originalPortuguese
Páginas (de-até)11-38
Número de páginas28
RevistaCatólica Law Review
Volume2
Número de emissão1
DOIs
Estado da publicaçãoPublicado - 1 jan. 2018

Keywords

  • Direitos fundamentais
  • Sociedade de risco
  • Proteção de dados
  • Deveres estaduais de proteção
  • Encarregado de proteção de dados

Citação