Ingênua e frouxa substância humana: A Moreninha na encruzilhada entre Miroel Silveira e João Apolinário (1969)

Resultado de pesquisarevisão de pares

Resumo

No presente trabalho visamos analisar o programa da peça A Moreninha, baseada no romance de Joaquim Manuel de Macedo (1844) e encenada em 1969. Por meio do programa podemos compreender como A Moreninha foi lida nos anos 1960 e 70. Para completar esse quadro, visitaremos uma crítica teatral de João Apolinário, pois este apresenta uma leitura diferente do romance. O programa da peça e a crítica teatral convergem ao apontar que o romance representa a “psicologia nacional”, entretanto discordam quanto à pertinência dos personagens como fieis representantes dos “tipos sociais brasileiros”. Em nossa hipótese, ambas as produções expressam tensões culturais que atravessavam o contexto cognitivo do período, denotando diferentes posturas em relação à arte. Dessa maneira, enquanto a peça estava afinada com a afirmação da nacionalidade, a crítica se pautava no imaginário de esquerda.
Idioma originalUndefined/Unknown
RevistaFaces de Clio
DOIs
Estado da publicaçãoPublicado - 15 dez. 2020

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