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Literatura chinesa no estado novo: (não-)tradução, (auto)censura e resistência

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Resumo

A presente dissertação estuda as traduções portuguesas de literatura chinesa publicadas em livro no Estado Novo. Partindo da história da não-tradução literária chinês-português – um fenómeno quiçá relacionado com a distância cultural entre Portugal e a China –, o trabalho questiona as razões ideológicas que poderão explicar o facto de mais traduções de literatura chinesa terem sido publicadas durante o período do regime ditatorial e anticomunista, especialmente sob a ação da respetiva Censura. Considerando o anticomunismo do Estado Novo, a eficiência duvidosa da Censura repressiva ao livro e o aspeto generativo de censura, realizámos um estudo de história externa de 19 traduções incluídas no catálogo compilado, bem como uma análise textual de três traduções (representativas de três momentos da receção via tradução da literatura chinesa no Portugal do Estado Novo). Os resultados obtidos revelam três fatores ideológicos que terão influenciado a tradução de literatura chinesa no Estado Novo, categorizados por nós como feminismo, universalismo e comunismo. Para mascarar estas ideologias, quiçá censuráveis, as traduções recorrem à construção de um enquadramento peritextual apolítico, mas não à manipulação textual. Consequentemente, nessas traduções de literatura chinesa terá existido uma forma de resistência silenciosa, mediada através da autocensura.
Idioma originalPortuguese
Instituição de premiação
  • Faculdade de Ciências Humanas
Supervisores/Consultores
  • Maia, Rita Bueno, Supervisor
Data do prémio20 dez. 2024
Editora
Estado da publicaçãoPublicado - 20 dez. 2024

Keywords

  • Tradução portuguesa de literatura chinesa
  • Estado novo
  • Censura
  • Não-tradução
  • Resistência

Citação