Long-term prognosis of patients with Brugada syndrome and an implanted cardioverter-defibrillator

Título traduzido da contribuição: Prognóstico a longo-prazo de doentes com síndrome de Brugada e cardiodesfibrilhador implantado

Hélder Alexandre Correia Dores*, Katya Reis Santos, Pedro Adragão, Francisco Moscoso Costa, Pedro Galvão Santos, Pedro Carmo, Diogo Cavaco, Francisco Bello Morgado, Miguel Mendes

*Autor correspondente para este trabalho

Resultado de pesquisarevisão de pares

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Resumo

Introdução: A estratificação de risco na síndrome de Brugada (SB) permanece controversa e as recomendações para cardiodesfibrilhador (CDI) não estão bem definidas. O objetivo deste estudo foi avaliar o prognóstico a longo prazo de doentes com SB e CDI implantado. Métodos e resultados: De 55 doentes consecutivos com SB avaliados entre abril/2002-outubro/2012, 36 (idade média 41,7±13,8 anos; 81,8% homens) implantaram CDI. Dezanove (52,8%) eram assintomáticos, 11 (30,6%) tinham história de síncope (oito com suspeita de causa arrítmica) e seis (16,7%) foram reanimados de morte súbita (MS). O eletrocardiograma (ECG) com padrão tipo 1 espontâneo estava presente em 25 (69,4%) doentes e foi realizado estudo eletrofisiológico (EEF) em 26 (72,2%), sendo positivo em 22 (84,6%). Durante o período de seguimento médio de 74±40 meses (>5 anos em 72% dos casos), sete (19,4%) doentes tiveram choques apropriados (incidência anual 2,8%). Estes doentes tinham mais frequentemente história de MS abortada (54,1 versus 6,9%; p=0,008) e taquicardia não mantida (57,1 versus 10,3%; p=0,016) durante o seguimento. Padrão ECG tipo 1 espontâneo, síncope e EEF positivo não se associaram significativamente à ocorrência de choques apropriados. Em análise multivariada a MS abortada manteve-se preditor independente de choques apropriados (HR 8,07 IC95% 1,58-41,2; p=0,012). Em análise de curvas ROC a MS abortada apresentou um poder discriminatório moderado para predizer choques apropriados (AUC 0,751) – sensibilidade 57% e especificidade 93%. Relativamente às complicações relacionadas com o CDI, oito (22,2%) doentes tiveram choques inapropriados durante o período de seguimento, sobretudo por taquicardia sinusal (cinco doentes), um infeção de elétrodo e outro fratura de elétrodo. Conclusão: Na população estudada de doentes com SB e CDI implantado a incidência de choques apropriados foi 2,8%/ano. A MS abortada associou-se a um maior risco de choques apropriados, enquanto a síncope e o padrão de ECG tipo 1 espontâneo não foram preditores deste evento.
Título traduzido da contribuiçãoPrognóstico a longo-prazo de doentes com síndrome de Brugada e cardiodesfibrilhador implantado
Idioma originalEnglish
Páginas (de-até)395-402
Número de páginas8
RevistaRevista Portuguesa de Cardiologia
Volume34
Número de emissão6
DOIs
Estado da publicaçãoPublicado - jun. 2015
Publicado externamenteSim

Keywords

  • Síndrome de Brugada
  • Cardiodesfibrilhador
  • Prognóstico
  • Síncope
  • Morte súbita
  • Choques apropriados

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