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Lourenço revisitado: a heteronímia e a "impotência criadora" de Pessoa

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Resumo

É sabido que, para Eduardo Lourenço, a heteronímia pessoana é o resultado de um choque provocado pela leitura de Walt Whitman. Tal ideia é, no entanto, subsidiária de uma outra tese de Fernando Pessoa Revisitado, essa sim fundamental e absolutamente inegociável, a de que Pessoa padeceria de uma determinada “impotência criadora”. O argumento é então o de que Pessoa seria incapaz de criar, de aceder a uma verdadeira inspiração poética, e que, ao dar de caras com Whitman, teria descoberto um poeta que era tudo o que ele não podia ser. A tese fundamental da “impotência criadora”, que Lourenço recupera em vários outros textos, é porém um empréstimo: os três principais nomes da presença, João Gaspar Simões, Adolfo Casais Monteiro e José Régio, defendem a mesma tese. Neste ensaio procuro mostrar de que modo Eduardo Lourenço se apropria de um preconceito antigo acerca de Fernando Pessoa, o de que era mais raciocinador do que poeta, e de que modo as principais ideias de Lourenço acerca da obra de Pessoa são afectadas por esse preconceito particular.
Idioma originalPortuguese
Páginas (de-até)62-77
Número de páginas16
RevistaEstranhar Pessoa
Número de emissão5
Estado da publicaçãoPublicado - 30 nov. 2018

Keywords

  • Eduardo Lourenço
  • Presença
  • Impotência criadora
  • Walt Whitman

Citação