Resumo
Uma dificuldade para descobrir nas narrativas bíblicas de Gn 1-11 a presença de mitos de origem e a sua elevada espiritualidade poderia ligar-se à dúvida de que então essas narrações não seriam senão uma história imaginada. Na realidade, o mito, não sendo história acontecida, tem toda a grandeza de uma história verdadeira, porque o seu mundo é o mundo verdadeiro do sentido último das realidades da vida. Fazendo-as remontar à acção criadora divina e ao Ser absoluto, outorga-lhes significado transcendente, tornando-as mais reais. O ‘tempo’ primordial, absoluto e sagrado, do “princípio” vem renovar o tempo histórico e dar força aos seus actos. Por isso, a nossa cultura recorre constantemente e de forma salutar ao mito, como “reservatório simbólico”, para caldear a explicação conceptual das coisas com a compreensão profunda do seu sentido superior.
| Idioma original | Portuguese |
|---|---|
| Páginas (de-até) | 13-25 |
| Número de páginas | 13 |
| Revista | Didaskalia |
| Volume | 42 |
| Número de emissão | 1 |
| DOIs | |
| Estado da publicação | Publicado - 1 jan. 2012 |
Keywords
- Mito
- Criação
- Contemplação
- Sentido último
- Transcendência
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