“Nada para fazer”: nova(s) epistemologia(s) do tempo social

Emília Araújo, Eduardo Duque, Mónica Franch

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Resumo

Este artigo discute o sentido das expressões “não fazer nada” e “não ter nada para fazer”, no contexto das sociedades contemporâneas. Partimos da ideia de que a experiência social é cada vez mais mediada pelo paradoxo entre a experiência da “falta de tempo” e a experiência do “tempo em abundância” - tempo imediato e correntemente classificado como “vazio”, sem “nada para fazer”. Ambas as expressões cunham os discursos e as ações dos atores sociais nos seus quotidianos e ambas são sociologicamente significativas, por sinalizarem um distanciamento entre as formas de organização social e cultural do mundo – o mundo tal como este se dispõe e oferece aos sentidos dos sujeitos sociais, com as suas múltiplas e diversas alternativas – e as subjetividades – os modos como o sujeito se compreende a si e à sua experiência quotidiana nesse mundo e lhe atribui sentido.
Idioma originalPortuguese
Páginas (de-até)337-350
RevistaRevista Lusófona de Estudos Culturais
Volume1
Número de emissão2
Estado da publicaçãoPublicado - 2013

Keywords

  • Tempo social
  • Não fazer nada
  • Falta de tempo

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