O acto de ler como acto de justiça

Resultado de pesquisarevisão de pares

Resumo

É Walter Benjamin quem identifica a figura do narrador com o justo. Mas poder-se-á dizer o mesmo do leitor? E poder-se-á, na mesma linha, arriscar a nomeação da justiça para classificar a prática da leitura? É essa hipótese que o artigo, na sua primeira parte, testa, sondando as modalidades do que se passaria a chamar uma “leitura justa”. Sabendo que uma leitura que se configure como um “fazer (de) justiça” ao texto será sempre uma hermenêutica do aberto, uma hermenêutica que aceita o que está implícito na frase da escritora Maria Gabriela Llansol: «compreender um texto é como compreender um cão». Na segunda parte, apresenta-se o desenvolvimento da narratologia, ao longo do século XX, enquadrando a criação dessa ferramenta metodológica como uma tentativa de justiça em relação ao texto.
Idioma originalPortuguese
Páginas (de-até)257-269
Número de páginas13
RevistaDidaskalia
Volume41
Número de emissão1
DOIs
Estado da publicaçãoPublished - 1 jan 2011

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