Resumo
Em Fevereiro de 2019, num artigo publicado no Jornal de Angola, a presidente da Plataforma para o Desenvolvimento da Mulher Africana (PADEMA) acusou o poeta Fernando Pessoa de ter sido um “escravocrata racista”. A acusação de Luzia Moniz, na altura motivada pela escolha de Pessoa, por parte da CPLP, para patrono de um programa de intercâmbio universitário no espaço lusófono, baseia-se em três passagens avulsas de Pessoa, nas quais a suposta mácula se verifica indiscutivelmente. Este artigo oferece uma análise cuidada das três passagens em causa, reflecte acerca da importância do acto interpretativo e, não esquecendo o contexto de produção dos textos em que as passagens ocorrem, as intenções específicas do autor ao escrevê-los e a relação desses textos com outros textos pessoanos que ajudam a compreendê-los, procura questionar a legitimidade dessa acusação.
| Idioma original | Portuguese |
|---|---|
| Páginas (de-até) | 102-124 |
| Número de páginas | 23 |
| Revista | Estranhar Pessoa |
| Número de emissão | 7 |
| Estado da publicação | Publicado - out. 2020 |
Keywords
- Racismo
- Escravatura
- Colonialismo
- Imperialismo
- Luzia Moniz
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