PARAPLEIN é preciso: os dramas de cenare domi segundo Marcial e Luciano

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Resumo

O parasita, movido pela gula e pela preguiça, cedo irrompeu na literatura da Antiguidade Clássica, refletindo um tipo comum a várias sociedades e épocas. A interação constante entre literatura e sociedade, epitomizada pela Comédia, mas patente também na influência permanente dos poemas homéricos, gerou debates filosóficos e fixou na memória figuras parasíticas, de que se destacam o kolax grego e o parasitus romano. As mudanças operadas na sociedade romana pelo advento do regime imperial, em paralelo com o primado da riqueza e do luxo, criaram novos contextos para o parasita, nomeadamente ao desvalorizarem o estatuto tradicional do cliens e tornarem o convite para jantar com alguém rico e poderoso num objetivo existencial. Em tempos bastante próximos, os autores satíricos Marcial e Luciano de Samósata refletiram de forma convergente sobre esta escravidão (seruitium) social-mente imposta e passivamente aceite, elaborando uma espécie de patologia tragicómica da Vrbs (Damon 1997), e sublinhando que só o desprendimento e a sobriedade trariam a liberdade.
Título traduzido da contribuiçãoPARAPLEIN we must: the dramas of CENARE DOMI according to Marcial and Lucian
Idioma originalPortuguese
Título da publicação do anfitriãoMesa dos sentidos aos sentidos da mesa
EditoresCarmen Soares, Bruno Laurioux, Anny Silveira
Local da publicaçãoCoimbra
EditoraImprensa da Universidade de Coimbra
Páginas237-250
Volume2
Edição1
ISBN (eletrónico)9789892620602
ISBN (impresso)9789892620626
DOIs
Estado da publicaçãoPublicado - 2021

Série de publicação

NomeDiaita: Scripta & Realia
ISSN (impresso)2183-6523

Keywords

  • Kolax/parasitus
  • Clientela
  • Marcial
  • Luciano de Samósata

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