Resumo
A obra de Herberto Helder tem contribuído para pensar sobre a relação entre a poesia e as outras artes, como a fotografia e o cinema. Este artigo explora uma via possível dessa relação a partir do poema “Retratíssimo ou narração de um homem depois de maio”, estendendo a leitura do texto herbertiano a uma obra fotográfica, o autorretrato “Eu poeta ”, de Fernando Lemos. Considerando que Helder apresenta um “Retratoblíquo” no qual inclui a expressão “Julgo ser eu”, preconizando a incerteza figurativa do poema, propõe-se uma ampliação da obliquidade do autorretrato poético para mostrar que a ambiguidade au- torretratística pode sugerir o cruzamento de diferentes objetos artísticos aos olhos do leitor.
| Título traduzido da contribuição | Poetry’s uncertain lens: Herberto Helder e Fernando Lemos |
|---|---|
| Idioma original | Portuguese |
| Páginas (de-até) | 27-38 |
| Número de páginas | 12 |
| Revista | Letras de Hoje |
| Volume | 55 |
| Número de emissão | 1 |
| DOIs | |
| Estado da publicação | Publicado - 14 abr. 2020 |
Keywords
- Poesia
- Fotografia
- Autorretrato
- Herberto Helder
- Fernando Lemos
Impressão digital
Mergulhe nos tópicos de investigação de “A lente incerta da poesia: Herberto Helder e Fernando Lemos“. Em conjunto formam uma impressão digital única.Citação
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