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A dor na pessoa com ferida crónica

  • Salomé Gomes Reis (Aluno)

Tese do aluno: Dissertação de mestrado

Resumo

Apesar de a dor ser considerada como 5º sinal vital e do Ministério da Saúde ter definido um Plano de Luta Nacional contra a Dor, a avaliação e valorização da mesma continuam a não ser consideradas prioritárias, nomeadamente no âmbito do tratamento de feridas. A avaliação e controlo da dor na pessoa com ferida crónica é prioritário pois, para além das dificuldades e angústias provocadas pela ferida crónica, a dor é sinónimo de sofrimento, comprometendo a qualidade de vida e interferindo nas diferentes Atividades de Vida da pessoa. No entanto, verifica-se uma focalização na cicatrização da ferida, em detrimento da avaliação da dor e do seu impacto, não só no momento de realização do penso, mas também nas atividades do dia-a-dia. Por estas razões, e pretendendo analisar as vivências da dor na pessoa com ferida crónica, compreender o impacto da mesma nas diferentes Atividades de Vida e identificar os fatores que influenciam a dor e o seu controlo em feridas crónicas, elaborámos o presente estudo, visando contribuir para a qualidade dos cuidados de saúde prestados à pessoa com ferida cónica e com dor associada. Este estudo enquadra-se no paradigma qualitativo, sendo o mesmo descritivo e transversal. Realizámos doze entrevistas, a pessoas com ferida crónica e dor associada à mesma, que correspondiam aos critérios de seleção da amostra, nos Centros de Saúde de Torres Novas (incluindo Sede, extensão de Riachos e Brogueira), Entroncamento e Alcanena. Nos resultados obtidos, verificámos que a dor provoca diferentes sentimentos negativos na pessoa, sendo o conformismo relativamente à mesma, um sentimento patente nas entrevistas, o que não seria expectável atualmente, devido às normas definidas, as quais valorizam a avaliação e controlo da dor. O impacto da dor verifica-se praticamente em todas as Atividades de Vida e nas relações sociais, contribuindo para que se instalem sentimentos de tristeza, depressão e angústia. A diminuição do poder económico familiar é uma consequência associada à incapacidade em desenvolver uma atividade profissional, por causa da dor associada à ferida, e por outro lado coloca em causa a evolução da ferida por incapacidade em manter a terapêutica recomendada. A equipa de enfermagem surge como uma fonte de apoio para ultrapassar aspetos negativos da vivência da dor, apesar de se continuar a verificar lacunas na avaliação e controlo da dor por parte dos profissionais de saúde
Data de atribuição2012
Idioma originalPortuguês
Instituição de premiação
  • Universidade Católica Portuguesa
SupervisorMaria Teresa Pereira Serrano (Orientador)

Keywords

  • Dor
  • Ferida crónica
  • Atividades de vida
  • Sentimentos

Designação

  • Mestrado em Feridas e Viabilidade Tecidular

Citação

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