Nesta era de mutações constantes, pensar em novos modelos de Sociedade, é necessariamente pensar em novas formas de relações sociais. Actualmente o modelo de sociedade gera estratificações associadas ao factor idade com reflexos no conceito de velhice e nas interacções sociais e institucionais. Por outro lado a sociedade pós-moderna estimula um envelhecimento activo com vista à produção de velhices classificadas de 4ª idade. Quem profissionalmente lida directamente com pessoas de idade que recorrem a instituições de apoio, apercebe-se da construção de laços de afectividade entre estes e os funcionários da instituição, produzindo muitas vezes, um efeito de substituição alternativo da família em prol dos elementos que constituem as equipas de trabalho das instituições. O presente trabalho pretende compreender as relações afectivas das pessoas de idade com as suas famílias biológicas e com as instituições a que recorrem e especificamente conhecer situações de transferência afectiva por parte das pessoas de idade para com os profissionais a trabalhar na área do terceiro sector. Em algumas situações apresentam-se como o único suporte social que a pessoa de idade encontra, como refúgio para desenvolver a sua auto-estima e se comprometer com a vida e o meio envolvente. Especificando os mecanismos de corte, de ruptura entre as pessoas de idade e as suas famílias, constituem uma alternativa, baseada na procura de reorganização das suas formas de interacção com os outros e com o meio, formando novas formas de agir de pensar e de se socializar.
| Data de atribuição | 13 out. 2011 |
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| Idioma original | Portuguese |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Maria Ester Vaz da Silva (Supervisor) |
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- Velhice
- Envelhecimento
- Família
- Institucionalização
- Mestrado em Gerontologia Social Aplicada
A família institucional: mito ou realidade
Marinho, J. C. V. (Aluno). 13 out. 2011
Tese do aluno: Dissertação de mestrado