O presente relatório, desenvolvido no âmbito do Curso de Mestrado Profissional na área de Especialização em Enfermagem Médico-Cirúrgica, pretende retratar um percurso académico e profissional consolidado pelo contacto com os doentes, com as famílias e com os profissionais de saúde, em tempos e realidades diferentes, mas que se cruzam na riqueza das relações, no crescimento pessoal e no desenvolvimento de competências especializadas. Ainda que os estágios decorram em contextos diferentes, nomeadamente na área dos cuidados paliativos e no serviço de urgência, onde os avanços tecnológicos não param de me surpreender, para além das competências técnicas e científicas necessárias, foram considerados os direitos da pessoa, com respeito pela sua autonomia e privacidade. A relação interpessoal enfermeiro-pessoa/família assume um papel fundamental na qualidade dos cuidados e traduz-se num dos principais eixos da humanização, daí a minha preocupação em trabalhar esta questão com maior clareza e destaque no primeiro capítulo do relatório, sob a forma de uma revisão sistemática da literatura. De facto, a forma como cada ser humano se comporta é indicadora do seu modo de estar na vida, no entanto, só existimos e crescemos na relação com os outros. É através das relações interpessoais, do ato de comunicar, que conseguimos satisfazer algumas das nossas necessidades, nomeadamente, de reconhecimento, de confiança, de respeito, de proteção e de dignidade. Foi partindo destes princípios que durante o meu percurso procurei sustentar as minhas intervenções visando sempre a pessoa doente como um ser holístico. Perante o exposto, a humanização dos cuidados apresenta-se como uma das exigências do processo de saúde-doença. Da convicção que a pessoa humana e a sua vida têm um valor incomensurável em qualquer situação, surgiu o interesse e necessidade de abordar esta temática que é transversal aos dois campos de estágio. Este relatório apresenta assim intervenções de enfermagem direcionadas para o doente crítico, quer perante situações em que o projeto curativo não faz sentido, mas em compensação o CUIDAR revela-se uma necessidade imperiosa, inserido num contexto de cuidados paliativos; quer pela necessidade imediata de recuperação ou manutenção das suas funções vitais, em contexto de urgência. Os dois estágios, pela sua especificidade, exigiram também a aplicação e contribuição de alguns referenciais teóricos, concretizados na Escola da Interação com Hildegard Peplau e Joyce Travelbee, que serviram de orientação ao processo comunicacional com a pessoa doente, e na Escola do Caring com Jean Watson e Kristen Swanson, fundamentando as minhas intervenções tendo sempre subjacente um cuidado humanizado. Para a ilustração de cada um dos módulos, que farei segundo uma ordem cronológica de realização, procurei usar uma metodologia descritiva, e que atendesse à capacidade reflexiva e crítica das atividades desenvolvidas, tendo em conta o projeto de estágio e o portefólio.
| Data de atribuição | 12 mai. 2014 |
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| Idioma original | Português |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Patrícia Pontífice-Sousa (Orientador) |
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A humanização como expressão máxima do cuidado ao doente crítico
Verissimo, F. I. L. (Aluno). 12 mai. 2014
Tese do aluno: Dissertação de mestrado