A Igreja foi a única instituição no arquipélago dos Açores que durante três décadas (1900-1926) conseguiu fundar dezassete jornais. A significativa expressão periodista patrocinada pela Diocese de Angra do Heroísmo constituiu um incomparável tempo de efervescência jornalística no arquipélago. Consideramos o início do século um tempo invulgar de participação da Igreja no espaço público, caracterizado por um apaixonado empenho no que diz respeito à causa pastoral da Boa Imprensa. Do início do século XX até ao Concílio Plenário Português (1926), aplicaram-se em Portugal as determinações do Código de Direito Canónico de 1917, gerando uma época de aperfeiçoamento mediático pelas muitas experiências de participação eclesial através dos jornais. O entusiasmo verificado à volta da criação periodista foi de aprendizagem eclesial, geradora de especialização no labor exercido na imprensa católica açoriana, influenciando, decisivamente, o trabalho vindouro. A criação de um órgão oficial na Diocese de Angra – A União – foi a prova que houve um caminho de purificação na forma como a imprensa católica açoriana se reconverteu no espaço público de então, passando de muitos jornais para órgãos especializados.
| Data de atribuição | 6 jul. 2018 |
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| Idioma original | Portuguese |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Rogério Santos (Supervisor) |
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- Leão XIII
- Nacionalismo
- Centro católico
- Boa imprensa
- Boletim paroquial
- Diarismo
- Doutoramento em Ciências da Comunicação
A imprensa católica nos Açores: do início do século XX ao Concílio Plenário Português
Machado, J. P. F. D. O. (Author). 6 jul. 2018
Tese do aluno: Tese de doutoramento