A parábola do “pai misericordioso” (Lc 15,11-32), o coração do terceiro Evangelho, diz-nos muito acerca de Jesus, da Sua mensagem e dos seus interlocutores. O texto transporta consigo uma história única e irrepetível, com uma originalidade que fala por si. Antes de tirar conclusões, importa perceber o seu sitz-im-leben, de modo a compreender a sua origem e mensagem central. A análise e os aspetos sócio religiosos do texto, enquadrado na globalidade do Evangelho de Lucas, constituem as premissas para a focalização das suas personagens, nas motivações, nos traços e nas atitudes que as caraterizam. A misericórdia é o principal filamento que atravessa este texto, ainda que apenas se encontre nas ações da personagem principal, o pai. Além disso, é a caraterística principal de quem contou a parábola, Jesus. Os dois filhos tipificam os seus interlocutores: fariseus e doutores da Lei (filho mais velho); pecadores e publicanos (filho mais novo). No entanto, a parábola não se restringe ao exercício da misericórdia, mas tem em vista a salvação, preconizada no banquete final.
| Data de atribuição | 4 jan. 2018 |
|---|
| Idioma original | Portuguese |
|---|
| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
|
|---|
| Supervisor | João Alberto Correia (Supervisor) |
|---|
- Compaixão/misericórdia
- Pai
- Filho
- Perdido/encontrado
- Liberdade
- Pecado
- Amor e perdão
A misericórdia que gera vida : uma leitura de Lc 15,11-32
Martins, L. A. B. (Aluno). 4 jan. 2018
Tese do aluno: Dissertação de mestrado