O presente estudo incide sobre o regime de confidencialidade associado às técnicas de Procriação Medicamente Assistida, com intervenção de um terceiro, o dador de gâmetas masculinos, no ordenamento jurídico português e no contexto da Lei n.º 32/2006 de 26 de julho. Analisa-se a quebra do regime de confidencialidade, na sequência do Acórdão do Tribunal Constitucional n.º 225/2018 de 7 de maio, que encontra fundamentação no confronto entre direitos fundamentais do filho e do dador. Por um lado, o direito ao anonimato e à reserva da vida privada, do dador; por outro, o direito ao conhecimento das origens, que integra os direitos à identidade pessoal e à historicidade pessoal, inerentes ao desenvolvimento da criança que nasce por aplicação destas técnicas. Aborda-se ainda a posição do dador de gâmetas, até recentemente encarado como um mero terceiro relativamente ao projeto parental, reconhecendo-se lhe agora um papel fundamental para o conhecimento da ascendência biológica.
| Data de atribuição | 25 mar. 2021 |
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| Idioma original | Portuguese |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Rita Xavier (Supervisor) |
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- Procriação medicamente assistida
- PMA com intervenção de dador
- Confidencialidade
- Anonimato do dador
- Historicidade pessoal
A quebra de confidencialidade no âmbito da procriação medicamente assistida com intervenção de dador
Russa, F. Í. A. G. (Aluno). 25 mar. 2021
Tese do aluno: Dissertação de mestrado