O conceito “sharp power” foi cunhado em 2017 para descrever um poder que não se enquadrava nos clássicos tipos de “duro” ou “suave”. Baseava-se na manipulação, deceção, e subversão, práticas por si antigas. Dois anos depois, surgiu a COVID-19, um vírus originalmente identificado na República Popular da China (RPC), que num espaço de meses evoluiu para uma pandemia. Perante os possíveis danos à sua reputação, a RPC centrou todos os seus esforços na contenção da história através da gestão de perceção. A perseverança do Estado e a sua luta pela hegemonia passou a depender da vitória da história de que “A China estava a vencer a guerra contra a COVID-19.” É sobre este quadro que a investigação se desenvolve, numa busca pela autonomia conceptual do sharp power, justificando-o, e cisando-o do soft power. Através do estudo da narrativa chinesa da COVID-19, analisa-se o possível impacto desta forma de poder, e apresenta-se as melhores respostas possíveis. Na Era Digital, onde a comunicação é imediata e omnipresente, o controlo da narrativa é chave. Urge compreender as suas implicações para o sistema internacional.
| Data de atribuição | 10 nov. 2022 |
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| Idioma original | Portuguese |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Francisco Proença Garcia (Supervisor) |
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- República Popular da China
- Sharp power
- Gestão de perceção
- COVID-19
- Estados Unidos da América
- Manipulação
- Subversão
- Mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais: Segurança e Defesa
A República Popular da China, a COVID-19 e o sharp power: a importância da perceção na política internacional na era digital
Pereira, S. F. D. S. (Aluno). 10 nov. 2022
Tese do aluno: Dissertação de mestrado