Segundo Hawkley et al (2008;Savikko, Routasalo, Tilvis, Strandberg, & Pitkala 2005, cit. in Cacioppo, Hawkley, & Thisted, 2010) existem uma série de fatores situacionais que aumentam o risco de solidão, nos mais idosos, fatores esses que associados às perdas contínuas, ao declínio físico e à maior presença de incapacidades propiciam, simultaneamente, a depressão nos mais idosos (Ballone, 2002, cit. in Martins, 2008), fazendo com que esta seja a alteração psiquiátrica mais frequente nesta faixa etária: dois em cada três seniores que vão à consulta externa de psiquiatria têm depressão (Mirchandani (1991, cit. in Martins, 2008). A solidão, por sua vez, tem vindo a ser associada a diversas doenças físicas e psíquicas (depressão e ansiedade) (DiTomaso & Spinner (1997, cit. in Fernandes & Neto, 2009) existindo mesmo diversos estudos que apontam a solidão como fator de risco para a morbilidade e mortalidade (Luo, Hawkley, C, Waite & Cacioppo, 2012). Assim sendo, e tendo por base a revisão bibliográfica, o objetivo da investigação foi investigar em que medida a solidão seria um fator de risco para a depressão, na terceira- idade. A amostra foi constituída por 100 idosos isolados, referenciados pela GNR e do distrito de Braga, sendo constituída por indivíduos de ambos os géneros, com um total de 77 mulheres (77%) e 23 homens (23%). Para a colheita de dados e, uma vez que, o que pretendemos avaliar com o estudo é a solidão e a depressão, na terceira- idade e em que medida existirá uma relação entre ambos, os instrumentos escolhidos foram o questionário sociodemográfico que permitiu fazer uma caracterização individual dos participantes, em seguida, a Escala de Solidão (UCLA) que avaliou a solidão, distinguindo-a de outros construtos e, por fim, a Escala Geriátrica da Depressão (GDS) que avaliou especificamente a sintomatologia depressiva. Os resultados do presente estudo revelaram uma relação significativa entre os sentimentos de solidão e depressão e que idosos que vivem sós têm níveis de solidão estatisticamente superiores aos que vivem acompanhados. A variável sociodemográfica género demostrou influência na depressão, mas não na solidão.
| Data de atribuição | 2014 |
|---|
| Idioma original | Portuguese |
|---|
| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
|
|---|
| Supervisor | João Carlos Major (Supervisor) |
|---|
- Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde
A solidão como fator de risco para a depressão, na terceira idade
Costa, F. C. D. (Aluno). 2014
Tese do aluno: Dissertação de mestrado