Ajuda alimentar comunitária, uma burocratização da fome?

  • Ema Carolina Simões Lourenço (Aluno)

Tese do aluno

Resumo

A carência alimentar, a consequência mais visível dos fenómenos de pobreza e de exclusão social, requer respostas imediatas, céleres e urgentes. Por sua vez, o apoio alimentar no âmbito do Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados revela-se burocraticamente exigente, pouco flexível e detentor de timings muito próprios. Cabe, por isso, às instituições do Terceiro Sector, enquanto instituições mediadoras, encontrarem estratégias que lhes permita ir ao encontro das reais necessidades de quem dele beneficia, ao mesmo tempo que, cumprem os requisitos normativos impostos à implementação do programa. É neste processo dialético que se encontra o âmago da presente investigação, que pretende explorar o que está subjacente à função de mediador, compreender como é que se operacionaliza o programa ao nível local face às diretrizes comunitárias e às necessidades dos beneficiários e perceber se existem diferentes lógicas de intervenção consoante o tipo de recursos humanos que a executam. A presente investigação é um estudo exploratório assente em metodologias maioritariamente qualitativas, mas também quantitativas, que tem como fim a produção de uma saber-fazer mais qualificado proporcionador de uma prática profissional inteiramente adequada à realidade na qual intervém.
Data do prémio24 mar. 2015
Idioma originalPortuguese
Instituição de premiação
  • Universidade Católica Portuguesa
SupervisorIsabel Vieira (Supervisor)

Keywords

  • PCAAC
  • Instituições mediadoras
  • Pobreza e exclusão social
  • Mediação e ação social

Designação

  • Mestrado em Serviço Social

Citação

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