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Analisys of the microbiological and antioxidant properties of dried fruit and leaf extracts of blueberry (Vaccinium corymbosum)

  • Sara Nunes da Costa e Silva (Aluno)

Tese do aluno: Dissertação de mestrado

Resumo

Nos últimos anos, a área de produção de Vaccinium corymbosum tem vindo a aumentar, pelo que se torna premente a valorização desta planta, particularmente tendo em vista a definição de mercados alternativos para os quais esta planta possa ser reencaminhada. Como o consumo de chá e infusões é uma prática comum, este trabalho visa o estudo das propriedades de extractos de V. corymbosum (infusões e fervuras produzidas a partir de fruto e folhas secas). A capacidade antioxidante, o teor em fenólicos dos extractos bem como a sua actividade antimicrobiana (contra microrganismos potencialmente contaminantes/patogénicos), antibiofilme e impacto sobre a actividade de algumas enzimas extracelulares foi avaliada. Durante este trabalho, verificámos que os extractos de folha possuíam um teor em compostos fenólicos (ca. 2,5 a 6,0/3,5 a 6,8 vezes superior para infusões/fervuras) e uma capacidade antioxidante (ca. 1,9 a 15,1/11,3 a 16,0 vezes superior para infusões/fervuras) mais elevada do que os extractos de fruto enquanto que, no caso específico das antocianinas os extractos de fruto eram mais ricos. A identificação dos compostos presentes nos extractos de folha seleccionados mostrou que o principal composto encontrado foi o ácido clorogénico (122,17 ± 0,12 e 122,19 ± 0,30 μg/mL para as infusões e fervuras) representando ca. 62% da área total, embora a quercetina-3-D-galactosídeo (51,41 ± 0,43 e 28,38 ± 1,07 μg/mL para infusões e fervuras), a cinidina-3-D-galactosídeo (2,06 ± 0,07 e 1,01 ± 0,02 μg/mL para infusões e fervuras) e os ácidos p-coumárico (7,01 ± 0,10 e 10,28 ± 0,00 μg/mL para infusões e fervuras) e cafeico também tenham sido encontrados. A identificação de compostos nos extractos de fruto foi limitada, com apenas ca. 30% da área total dos picos identificada. O ácido clorogénico foi o composto predominante (43,26 ± 0,50 e 52,38 ± 4,18 μg/mL para infusões e fervuras), embora algumas antocianinas também tenham sido identificadas, nomeadamente delfinidina-3-O-galactosídeo (1,73 ± 0,03 e 1,39 ± 0,01 μg/mL para infusões e fervuras), mavidina-3-O-galactosídeo (1,61 ± 0,04 e 1,31 ± 0,01 μg/mL para infusões e fervuras) e, no caso das infusões, peonidina-3-O-glicosídeo (0,61 ± 0,02 μg/mL). Adicionalmente, verificou-se que extractos de fruta não promoviam nem impediam a oxidação da molécula de ADN. Os extractos de folha que exibiam ligeira actividade pró-oxidante em concentrações superiores a 10 mg/mL, mas os resultados observados requerem confirmação. Relativamente à actividade antimicrobiana, verificou-se que os extractos testados inibiram o crescimento de P. aeruginosa (apenas os extractos de fruto), B. cereus, L. innocua, S. enteritidis, E. faecium, MRSA e MSSA, com os extractos de folhas a exibir uma maior actividade do que os de fruto, excepto no caso da P. aeruginosa. A partir da análise das concentração mínima inibitória (CMI) e bactericida (CMB) verificou-se que MRSA, MSSA e L. innocua foram mais sensíveis aos extractos de folha (CMI de 12,5 mg/mL e CMB de 25 mg/mL) do que os outros microrganismos testados (CMB de 25 mg/mL e nenhum CMB detectável). De todas as bactérias testadas somente o MRSA, o MSSA e a P. aeruginosa produziram biofilme, sendo que, os nossos extractos demonstraram inibir a produção de biofilme por parte do MRSA e do MSSA. Nos ensaios de actividade enzimática verificamos que os extractos interferiram com a actividade de todas as enzimas testadas excepto a lipase.
Data de atribuiçãoset. 2012
Idioma originalEnglish
Instituição de premiação
  • Universidade Católica Portuguesa
SupervisorMaria Manuela Pintado (Supervisor)

Designação

  • Mestrado em Microbiologia Aplicada

Citação

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