Esta tese examina os impactos dinâmicos da Grande Crise Financeira (GCF) nas empresas Portuguesas, examina os mecanismos subjacentes a efeitos persistentes e as respostas na produtividade. Propõe um modelo macroeconómico dinâmico e explora micro dados administrativos para Portugal entre 2004-17 para identificar, ao nível da empresa, efeitos e canais induzidos pela crise no emprego e na produtividade. Explorando uma quasi-experimental variação na procura externa de cada empresa causada pela GCF, esta tese mostra que ainda que tenham havido efeitos significativos na morte de empresas, também se observou uma diversificação de mercados externos pelas empresas sobreviventes. Estas empresas, encolheram a sua força de trabalho, ajustando-a privilegiando o trabalho mais qualificado. Em suma, os efeitos da GCF sentiram-se nas receitas, no emprego e na produtividade quase uma década volvido o choque, sugerindo que as crises cicatrizam as empresas (e não apenas os trabalhadores). Finalmente, esta tese mostra que apesar dos efeitos negativos na produtividade das empresas, a crise fomentou a sobrevivência de empresas mais produtivas, sugerindo que as crises podem ter efeitos ‘purificadores’ no agregado.
| Data de atribuição | 29 abr. 2021 |
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| Idioma original | English |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Isabel Correia (Supervisor) & Joana Silva (Co-Orientador) |
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- Grande recessão
- Ciclo económico
- Emprego
- Efeitos de “cicatriz”
- Efeitos de “purificação”
- Margens de ajuste
- Produtividade
And yet, they last: the employment and productivity effects of crises on firms in Portugal
Leitão, M. M. (Aluno). 29 abr. 2021
Tese do aluno: Dissertação de mestrado