As lavadeiras
: até que a água (se)pare

  • Beatriz Pinto de Sousa (Aluno)

Tese do aluno

Resumo

Este projeto propõe um diálogo com a Mulher Lavadeira tendo como objeto de estudo as lavadeiras da comunidade da Afurada, que em pleno século XXI corporizam uma figura tradicional tendo sido o primeiro ofício dedicado à mulher. Os lavadouros representam espaços projetados para mulheres, construídos e pensados por homens na Europa do século XIX em resposta ao desenvolvimento da indústria têxtil, dentro do qual as mulheres passam a ser objeto do próprio espaço. Configuram um lugar de socialização e de fraternização, tornando-se símbolo de um espaço feminista na zona urbana, mesmo num tempo de silêncio e ausência política. Na vertente prática do projeto pretende-se captar momentos que retratem a profissão ou simplesmente a ocupação destas mulheres. E no conjunto (teoria e prática) criar o perfil da mulher lavadeira ao longo dos tempos, refletindo a resiliência desta atividade que continua presente nos dias de hoje, mas que poderá representar também a última geração de lavadeiras. No projeto associa-se adicionalmente a estas mulheres uma imagem ligada à força e à água que usam para cozinhar, lavar e cuidar. Em suma, pretende-se a representação da mulher lavadeira contemporânea, não só através do trabalho de campo como também a partir da pesquisa de certas feministas que defendem a reescrita da história, na qual as mulheres participam.
Data do prémio6 fev. 2023
Idioma originalPortuguese
Instituição de premiação
  • Universidade Católica Portuguesa
SupervisorSónia Neves (Supervisor)

Keywords

  • Comunidade
  • Mulher
  • O lavadouro e as lavadeiras
  • Feminismo
  • Afurada

Designação

  • Mestrado em Fotografia

Citação

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