A inovação tecnológica contribuiu para o aparecimento de um novo modelo de organização empresarial: economia colaborativa (ou UBER economy). O crescente espaço e mercado que as empresas que operam neste modelo têm vindo a conquistar, pela sua cada vez maior relevância e dimensão, levantam inúmeras questões jurídicas interessantes, designadamente as relativas ao direito da concorrência e ao direito do trabalho. Neste estudo pretendemos indagar a integração desta nova realidade nos ditames do direito constituído, colocando em crise a adequação do atual Direito do Trabalho à regulação das relações estabelecidas entre as empresas (ditas tecnológicas) e os seus trabalhadores/prestadores de serviços. Questiona-se a qualificação dos trabalhadores enquanto subordinados, avaliando a aplicação do método indiciário, e dos respetivos e tradicionais indícios, a este novo tipo de trabalhadores. Com o fito de alcançar a solução que melhor acautele a proteção destes e as expectativas de crescimento daquelas empresas, equacionam-se as possibilidades de autorregulação, negociação coletiva e intervenção legislativa.
| Data de atribuição | 15 set. 2017 |
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| Idioma original | Portuguese |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Catarina de Oliveira Carvalho (Supervisor) |
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- UBER economy
- Economia colaborativa
- On demand economy
- Trabalho
- Contrato de trabalho
- Subordinação
- Método indiciário
- Prestação de serviços
As relações laborais no modelo de organização empresarial de economia colaborativa
Namora, G. N. D. M. M. C. (Aluno). 15 set. 2017
Tese do aluno: Dissertação de mestrado