Esta investigação teve como objeto de estudo a perceção de autoeficácia (PAE) dos membros da família prestadores de cuidados (MFPC). O aumento do número de pessoas dependentes no autocuidado, decorrente de inúmeras causas, conduz a um acréscimo do número de membros da família que assumem o papel de prestador de cuidados. A perceção de autoeficácia é a convicção de que se é capaz de executar com êxito os comportamentos requeridos para produzir as consequências desejadas. Os objetivos definidos para este estudo foram: conhecer o nível de perceção de autoeficácia dos membros da família prestadores de cuidados, no seio das famílias clássicas do concelho do Porto e explorar as relações entre a perceção de autoeficácia e as variáveis de atributo dos membros da família que prestam cuidados e das pessoas dependentes. O estudo realizado enquadra-se num paradigma de investigação quantitativa, do tipo exploratório e descritivo. A amostra utilizada foi probabilística e estratificada em função do peso relativo de cada freguesia do concelho, no universo total de famílias clássicas do concelho do Porto. Para a recolha de dados optou-se por uma abordagem “porta a porta”, com recurso a um formulário. A perceção de autoeficácia foi avaliada através de um instrumento específico, construído através da discussão no seio do grupo de investigação e da revisão da literatura. Na sua construção foi tomada como principal referência o trabalho de Schumacher e colaboradoras (2000) – Family Caregiving Skill: Development of the Concept. Os resultados apurados mostram-nos que a grande maioria dos familiares cuidadores perceciona-se como “muito competente”, para cuidar do seu familiar dependente. Porém, considerando os scores médios de PAE, existem domínios em que membros da família prestadores de cuidados se percecionam menos competentes. Neste particular merecem destaque domínios como lidar com a dependência do familiar para: “virar-se”, “transferir-se”, “uso do sanitário” e “tomar a medicação”. Considerando os processos de cuidar, descritos por Schumacher e colaboradoras (2000), os MFPC julgam-se menos competentes no “aceder a recursos”. Apesar dos membros da família prestadores de cuidados se percecionarem como muito competentes no desempenho do papel, identificamos muitos indicadores nas (sub)escalas com baixa casuísta. Importa que enfermeiros assistam os MFPC na consciencialização para o papel e colaborem na construção da definição pessoal de cuidar do membro da família.
| Data de atribuição | 13 fev. 2014 |
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| Idioma original | Portuguese |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Filipe Pereira (Supervisor) & Paulo Parente (Co-Orientador) |
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- Perceção de autoeficácia
- Membro da família prestador de cuidados
Avaliação da perceção da autoeficácia dos membros da família prestadores de cuidados que tomam conta de familiares dependentes no autocuidado: estudo exploratório no Concelho do Porto
Dolores Ribeiro Queirós, C. (Aluno). 13 fev. 2014
Tese do aluno: Dissertação de mestrado